As desigualdades
raciais constituem um fenômeno antigo no Brasil. No entanto, seu
estudo e quantificação são escassos já que é recente a
desagregação dos indicadores por raça. Partindo de uma olhada a
historia e ao legado da escravidão, o estudo proporciona um exame
detalhado de ditas desigualdades na evolução dos principais
indicadores relativos às áreas de educação, mercado de trabalho,
renda e pobreza, desenvolvimento humano, sobrevivência e
mortalidade, condições de moradia e acesso a alguns bens e
serviços. No plano das políticas de inclusão racial, a análise
releva os benefícios derivados das políticas sociais para o
conjunto da população, não obstante, sua ineficácia na redução
das desigualdades entre brancos e negros. Examina o papel do Estado e
a questão racial desde fins do Império até recentemente, incluindo
os esforços anti-discriminação da década dos 80 e começo dos
anos 90, as políticas raciais do governo Cardoso, o impacto da
Conferência de Durban na divulgação ativa das desigualdades
raciais, e, finalmente, o novo governo e a questão racial
Fundamento Histórico
Na origem das
extremas desigualdades raciais observadas no Brasil está o fato
óbvio de que os africanos e muitos dos seus descendentes foram
incorporados à sociedade brasileira na condição de escravos.
A chamada
“escravidão moderna” foi uma das formas mais radicais de
exclusão econômica e social já inventada pelo homem.
As desigualdades
entre as raças observadas no Brasil de hoje nada mais são,
portanto, que o resultado cumulativo das desvantagens iniciais
transmitidas através das gerações. As políticas de “ação
afirmativa” ou “discriminação positiva” são instrumentos de
que a sociedade dispõe para compensar essas desvantagens impostas às
vítimas da escravidão e seus descendentes, com o objetivo de
colocá-los na mesma condição competitiva que os outros segmentos
da sociedade. Numa linguagem bem direta, pode-se dizer que se trata
apenas de “pagar os atrasados” ou de “recuperar o tempo
perdido”. “Tratar desigualmente os desiguais para promover a
igualdade”
Desigualdade Racial
A desigualdade
racial sobre dois aspectos, ela pode ser sinônima de diversidade
étnica, ou seja, existem brancos, pretos e mestiços, ou pode
entender de uma forma menos literal, onde o branco possui, em geral,
melhores condições econômicas e sociais, enquanto o negro é
marginalizado, pobre e vitima de uma historia vergonhosa de
escravidão.
Certo grupo étnico
não tem as mesmas condições de se elevar ou melhorar socialmente
no Brasil "democrático”, negros, mestiços, mulatos,
caboclos, índios e etc... São discriminados na hora de arrumar
emprego, e como a maioria vêm de origens pobres, tem baixa
escolaridade, o que impede de entrar nas melhores faculdades.
Atitudes cruéis, e
maneiras estúpidas de julgar as pessoas pela cor da sua pele. Não
podemos negar que muitas vezes achamos mais provável um bandido ser
negro, mas isso não tem o maior fundamento. A raça não mostra o
caráter ou a personalidade de uma pessoa. Somos diferentes na cor da
pele, mas somos todos iguais e temos nossos direitos.
O negro é a maior
parte de toda essa discriminação, pela sociedade uma população de
negros é uma população pobre, sem desenvolvimento, já os brancos
são diferentes pelos olhos do povo, em população de brancos é uma
população rica, desenvolvida. Muitas vezes várias pessoas são
julgadas pela cor, mas nem sempre a cor significa a formação, o
caráter da pessoa ou personalidade. Negros sofrem muitas vezes
racismo, são trocados por brancos em cargo de trabalho que nem
sempre tem a capacidade de ocupar esses cargos. Hoje foram impostas
diversas leis para torna esses direitos iguais, e racismo é crime.
Em alguns lugares é proibida a entrada de negros e já aconteceram
várias reivindicações para mudar a forma que o negro é visto e
passar a ser vistos de outra maneira. Nos últimos anos foram tomadas
diversas precauções para que essas diferenças entre negros e
brancos, aos poucos esse preconceito está diminuindo, mas falta
muito para ser acabado. Todos nós temos um pouco dessa desigualdade,
porque nós fomos educados dessa maneira, que a pessoa mais
bela é aquela que
tem os olhos azuis e é branca, que uma pessoa de respeito na
sociedade em que vivemos é uma pessoas branca, mas se nós formos
educados de outra maneira nós teremos outro pensamento. Sabemos por
meio de comunicação que os negros estudam menos, tem mais
dificuldade de ingressar em faculdades de valor, ocupam cargos de
trabalho menos valorizado e é uma grande parte da população
carente. Os brancos também sofrem discriminação em sociedade de
negro e muitas vezes ficam impondo apelidos ofensivos uns aos outros.
Pessoas de raças
diferentes (branco ou negro) não deveriam ser tratadas com
diferenças até porque beleza não define ninguém, e sim uma pessoa
que tem caráter, honestidade e conhecimento. Na antiguidade os
escravos eram negros e quem mandava neles eram os brancos até hoje a
sociedade tem esse ponto de vista critica. Essa educação tem que
começar primeiro dentro de casa, depois na escola mostrando a todos
que apesar da diferença da cor, somos todos iguais.
Racismo -
Preconceito
Ao longo da
história, a crença na existência de raças superiores e inferiores
-- racismo -- foi utilizada para justificar a escravidão ou o
domínio de determinados povos por outros.
Racismo é a
convicção de que existe uma relação entre as características
físicas hereditárias, como a cor da pele, e determinados traços de
caráter e inteligência ou manifestações culturais. A base, mal
definida, do racismo é o conceito de raça pura aplicada aos homens,
sendo praticamente impossível descobrir-lhe um objeto bem
delimitado. Não se trata de uma teoria científica, mas de um
conjunto de opiniões, além de tudo pouco coerentes, cuja principal
função é alcançar a valorização, generalizada e definida, de
diferenças biológicas entre os homens, reais ou imaginárias.
O racismo subentende
ou afirma claramente que existem raças puras, que estas são
superiores às demais e que tal superioridade autoriza uma hegemonia
política e histórica, pontos de vista contra os quais se levantam
objeções consideráveis. Em primeiro lugar, quase todos os grupos
humanos atuais são produto de
mestiçagens. A
constante evolução da espécie humana e o caráter sempre
provisório de tais grupos tornam ilusória qualquer definição
fundada em dados étnicos estáveis. Quando se aplica ao homem o
conceito de pureza biológica, confunde-se quase sempre grupo
biológico com grupo lingüístico ou nacional.
Um primeiro estágio
de racismo confunde-se com a xenofobia: determinado grupo social
hostiliza um estranho por considerar nefasto todo contato fora do
grupo social, o qual tira sua força da homogeneidade e da aceitação
entre seus membros das mesmas regras e princípios, recusados ou
desconhecidos pelo elemento exógeno. Em outro nível, tal repúdio é
justificado pela diferença física, que se torna o suporte do
componente racista.
Negros são
discriminados nos mercados de trabalho
O Brasil é o
segundo país com mais habitantes negros no mundo, atrás apenas da
Nigéria. A população brasileira, estimada em 184,4 milhões de
pessoas, tem pelo menos 91 milhões que se declararam de cor preta ou
parda, ao responder à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio
(PNAD), do IBGE. Mas, apesar de significativo, esse contingente
esconde realidades perversas – muitas expressas por alguns
indicadores sociais. No mercado de trabalho, os números são
reveladores da situação do negro na sociedade brasileira: na
esmagadora maioria, trata-se de um cidadão que vive sempre à margem
e em desvantagem devido à discriminação e ao preconceito.
O quadro de
desigualdade social registrado pelo levantamento tem raízes
históricas. “A falta de políticas para a incorporação dos
ex-escravos ao mercado de trabalho assalariado e a dificuldade de
acesso aos serviços de educação e saúde colocaram essa população
à margem dos progressos da sociedade brasileira, contribuindo para
as origens da pobreza e da desigualdade enfrentadas pelos negros”,
constatam os autores do estudo.
No mercado de
trabalho, a segregação dos negros torna-se ainda mais evidente
quando se observam os indicadores de emprego, rendimento e qualidade
de ocupação. De acordo com a análise dos técnicos do DIEESE, a
inserção
desvantajosa dos
negros no mercado está relacionada com sua baixa escolaridade,
devido à dificuldade de acesso à educação regular e a pobreza
vivida pela maioria da população negra, que, não à toa, sempre se
encontra numa situação mais vulnerável em relação à dos
não-negros (brancos e amarelos). A proporção de mulheres negras
ocupadas em condições desfavoráveis de trabalho é ainda mais
elevada.
Mulher negra é
duplamente discriminada no trabalho
A mulher negra é
duplamente discriminada --por ser mulher e por ser negra-- no mercado
de trabalho. Pesquisa do DIESSE (Departamento Intersindical de
Estudos Sócio-Econômicos) mostra que o desemprego é maior para as
negras do que para as não-negras (brancas e amarelas). Além disso,
as negras que saíram do desemprego ainda recebem os menores salários
do mercado. A discriminação entre homens e mulheres no mercado de
trabalho é maior para as negras. “A situação da mulher negra não
é melhor quando ela consegue se inserir no mercado de trabalho ela
acaba ocupando as vagas menos valorizadas, como o emprego doméstico
e no setor de serviços, que são mais precárias e pagam salários
menores.” De acordo com a pesquisa do DIESSE, 30% das mulheres
negras ocupadas da região metropolitana estão no emprego doméstico.
Apenas 13% das brancas estão no mesmo tipo de ocupação. Mesmo no
setor público, onde as contratações são feitas por concurso
público e sem o peso da discriminação, a ocupação é maior para
as não-negras. "Não vai haver um Brasil melhor enquanto houver
dois países: um branco e outro negro. Não adianta se indignar com
os dados de discriminação da pesquisa e depois fazer de conta que
não é nada", disse a representante da CUT no Dieese Negro tem
menos acesso à saúde pública e é mais discriminado
Além de ter menos
acesso os planos de saúde do que os brancos, os negros também
sofrem uma "discriminação institucionalizada" nos
serviços públicos brasileiros. "De alguma forma, os serviços
do Estado reproduzem o preconceito de
parte da sociedade.
Pesquisas mostram que, nos locais onde a maior parte da população é
negra, o serviço tende a ser pior",
Políticas públicas
que lidam com desigualdade no país, diz que partes dos médicos dão
tratamento diferenciado a indivíduos brancos e negros, mas não
apenas em serviço de saúde público como também no privado.
Na perspectiva dos
direitos humanos, a saúde é reconhecida como o conjunto de
condições integrais e coletivas de existência, influenciado por
fatores políticos, culturais, socioeconômicos e ambientais. Nesse
sentido é impossível deixar de considerar o avanço inegável da
instituição da saúde como direito de todos (as) e dever do Estado
(artigo 196 da
Constituição Federal), entretanto, a garantia legal ao acesso
universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde não
tem assegurado aos negros o mesmo nível, qualidade de atenção e
perfil de saúde apresentado pelos brancos. Indígenas, negros e
brancos ocupam lugares desiguais nas redes sociais e trazem consigo
experiências também desiguais ao nascer, viver, adoecer e morrer.
Ação afirmativa
A ação afirmativa
representa intervenções públicas e também privadas utilizadas
para, através de um tratamento preferencial, garantir a participação
de grupos historicamente discriminados nas áreas onde essa
discriminação os impede de participar. São medidas
discriminatórias, daí visam a atacar os efeitos negativos da
discriminação de raça, etnia, gênero, religião, por compleição
física, origem etc.
Entre as medidas já
adotadas no Brasil para ampliar o acesso dos estudantes negros às
universidades, estão à reserva de cotas em universidades públicas,
os pré-vestibulares específicos, isenção de taxa de inscrição
no vestibular, políticas de bolsas para universidades privadas. As
cotas nas universidades são as medidas de ação afirmativa que
possuem maior repercussão na sociedade.
O papel das
políticas públicas de ação afirmativa para negros
Apesar de existirem
resistências por parte de muitos brasileiros em tratar os problemas
sociais do Brasil no âmbito da discriminação racial, não se pode
olvidar que essa discriminação persiste desde o fim da escravidão
e se recria no cotidiano, gerando sequelas que afetam as relações
sociais e permeiam a forma de convivência no país. Isso porque não
se pode esquecer o papel do Estado, que atua como regulador social,
com a atribuição de buscar mecanismos de promoção da igualdade de
oportunidades para todos, visando, por fim, estabelecer a justiça
social e garantir a convivência pacífica de todos em sociedade. As
decisões estatais resultam por pautar a vida de cada cidadão, de
forma que a atuação administrativa, política, legislativa ou
jurisdicional delimita a conduta que as pessoas poderão ou não ter.
É o Estado que, com suas decisões imperativas, dita as normas de
conduta, as normas organizacionais, cria situações novas ou
regulamenta situações já existentes, dando-lhes a característica
de certeza.
Mais que garantir a
ordem social e jurídica, o Estado deve pautar suas ações também
no sentido de que prevaleçam os direitos humanos em uma sociedade
onde os cidadãos tenham a possibilidade de realização pessoal. O
Estado é o supremo e legal depositário da vontade social e fixa a
situação de todas as outras organizações. Assim, o papel do
Estado diante de questões como a implantação de medidas de ação
afirmativa para negros é fundamental, pois, ainda que as iniciativas
não estejam restritas ao âmbito estatal, na lógica da supremacia
em que está inserido, conclui-se que tudo quanto restar fora do seu
controle é feito com sua permissão. Os objetivos do Estado são os
de ordem e
defesa social, por
conseguinte, ele deve buscar adotar todos os meios para estabelecer a
justiça social. Diante desta constatação, subentende-se e supõe-se
que o Estado procede buscando realizar o bem público.
Propiciar o bem
estar da sua população é um objetivo do Estado, do qual o Poder
Executivo, através de políticas públicas, não pode eximir-se. Não
se trata de utopia; é esse o fim a ser alcançado, ou ao menos,
incessantemente almejado, cabendo a toda a sociedade pressionar os
poderes públicos para que cumpram esse dever. A atuação de todos
os Poderes do Estado deve se direcionar para a
construção de uma
sociedade justa e igualitária. “na justiça como equidade, a
sociedade é interpretada como um empreendimento cooperativo para a
vantagem de todos”. Ainda que, em muitas ocasiões, a ideia do
Estado em busca do bem comum apresente-se como romântica e
inatingível, não é possível dispor dessa dimensão estatal. Não
é mais admissível que o Estado permaneça inerte enquanto uma parte
da população tenha que realizar um esforço muito maior, em busca
de oportunidades muito menores, principalmente quando se considera
que o Estado possui responsabilidade nas origens dessa situação
desigual. Ademais, abandonado o individualismo, a República
Federativa do Brasil preocupa-se com a garantia dos direitos
fundamentais e com a construção de relações sociais equânimes.
É importante
atentar que a utilização de políticas específicas para a
população negra não exime o Estado de políticas universalistas. O
que se reconhece é que, adotar somente políticas universais que
sejam cegas às questões raciais, resulta por manter intactas as
desigualdades raciais. Não se desconhece que essas políticas
públicas de saúde, educação, ampliação da proteção social
entre outras beneficiam brancos e negros. Contudo, não alteram o
padrão de desigualdade, permanecendo os negros sempre na base da
pirâmide social. Para melhorar a situação de vida A importância
de políticas públicas de ação afirmativa para negros no Brasil
dessa parcela da população, o que representa um ganho para toda a
nação, é imprescindível associar políticas universais com
políticas de ação afirmativa. Ademais, a expectativa é que, em
médio prazo, as políticas governamentais, sejam elas de qualquer
área, incorporem a redução das desigualdades raciais como um dos
seus objetivos. Uma nação plural, como a nação brasileira, deve
possuir uma política de Estado de combate à discriminação e de
promoção da igualdade, a partir do reconhecimento que a profunda
desigualdade racial que contamina o país é um entrave à
consolidação da democracia no país e ao desenvolvimento econômico
de toda a nação.
História do Dia
Nacional da Consciência Negra
Esta data foi
estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de
2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no
ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi
foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a
luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial.
Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os
quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e
também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no
Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do
seu povo.
Importância da Data
A criação desta
data foi importante, pois serve como um momento de conscientização
e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na
formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram
muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais,
gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos
comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais,
valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da
escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros
sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças
advindas da escravidão.
Vale dizer também
que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de
cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída
somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores,
bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre
considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um
líder negro em nossa história e, esperamos que em breve outros
personagens históricos de origem africana sejam valorizados por
nosso povo e por nossa história. Passos importante está sendo
tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é
obrigatória a inclusão de
disciplinas e
conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura
afro-brasileira.
Conclusão
Concluí-se, assim,
que políticas sociais de combate às desigualdades entre estes
grupos devem focar-se nos pontos citados anteriores. A minimização
dos diferenciais inter-raciais pede um enfoque na desigualdade
educacional, de forma a diminuir a defasagem dos negros. Para tanto,
é necessário um sistema que viabilize a interrupção do ciclo de
transmissão interracial da desigualdade educacional. Também é
necessária uma política de incentivos à educação, para fazer com
que a estrutura de escolha educacional de negros se torne mais
próxima a dos brancos. Parte das diferenças se deve a forma
diferenciada da escolha educacional. Somente somando estes dois
fatores será possível alcançar uma condição de igualdade, pelo
menos, no que concerne à educação.
Osvaldo Teles
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