sábado, 26 de setembro de 2015

Aspectos psicossociais da mobilização social

Aspectos psicossociais da mobilização socialEditar

Segundo a psicóloga social Jaqueline Gomes de Jesus, as mobilizações sociais, expressas na forma de marchas, paradas ou ocupações, podem ser entendidas como ritos, formas de comunicação simbólica que se utilizam de metáforas para romperem temporariamente com a rotina e reconstruírem identidades e papéis sociais, sendo, desse modo, fundamentadas em aspectos psicossociais, e não apenas políticos: "as pessoas se organizam em grupos e protestam em nome de uma causa comum, muitas vezes sacrificando seu conforto pessoal, por várias razões, que podem estar fundamentadas em diferentes fatores, entre eles: sentimento de injustiçaeficácia de grupoidentidade socialafetividade" (Jesus, 2012, p. 169)[9] .
Sentimento de injustiça
As pessoas têm maior predisposição para se mobilizarem socialmente quando sentem que estão contribuindo mais para a sociedade do que o que recebem dela e, se perdem a crença de que não podem controlar a situação.
Eficácia de grupo
As pessoas têm maior predisposição para se mobilizarem socialmente quando acreditam na capacidade do grupo que se mobiliza em realizar seus projetos, mesmo que ainda sintam descrença na eficiência da estrutura política, o que se chama de "cinismo político".
Identidade social
As pessoas têm maior predisposição para se mobilizarem socialmente quando passam a perceber que fazem parte de algum grupo social, o que, por solidariedade, estimula-os a defenderem politicamente as causas do grupo com o qual se identifica.
Afetividade
As pessoas têm maior predisposição para se mobilizarem socialmente quando têm uma forte reação afetivo-atitudinal frente a uma determinada situação que as afeta ou a um outro grupo social com cujas causas elas se identificam.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Trabalho e Sociabilidade


                                                                               
                                   
Professor: Antonio Jorge Salvador, Bahia
2012

1º Equipe – Algumas teses sobre o presente (e o futuro) do trabalho.
Nesta aula dialogada podemos entender que devido às mudanças que ocorreram  no mundo da produção e do trabalho, nas últimas décadas do século XX, tornou—se freqüente falar em “desaparição do trabalho.
Ex- (Dominique Méda, 1997), em substituição da esfera do trabalho pela “esfera comunicacional” (Habermas, 1991 e 1992), em “perda de centralidade da categoria trabalho” (Off, 1989), em “fim do trabalho”
Podemos ver algumas teses que se contrapõem as idéias defendidas pelos autores acima mencionados e que o nosso grande desafio é compreender a nova morfologia do trabalho e temos que nos adaptarmos na nova realidade e transformações no mundo do trabalho contemporâneo, o saber cientifico e o saber laboratico  mesclam-se ainda mais diretamente, as maquinas inteligentes podem substituir em grande quantidade, mas na podem extinguir e eliminar definitivamente o trabalho vivo e tem trabalho que não podem ser substituídos pela maquinas.

Tempo do trabalho no Brasil e no mundo globalizado.

O tempo de trabalho constitui uma temática clássica dos estudos a respeito da organização capitalista do processo de trabalho, e a sua regulamentação, nas palavras de Dal Rosso (1996), seria a "espada que corta" as relações entre empresários e trabalhadores. Muitos estudos já demonstraram, reiteradamente, o papel decisivo das jornadas heróicas de 1978-80, movidas basicamente por reivindicações salariais e pela melhoria das condições de trabalho, no alargamento dos direitos sociais e políticos na sociedade. Nessa medida nos ousaríamos a firmar que os novos arranjos da jornada de trabalho são incentivados nem tanto como instrumentos para a superação do problema ocupacional, mas pelo contrário, se baseiam em novas preferências quanto ao tempo de trabalho.
A redução da jornada de trabalho não se relaciona apenas com a temática do emprego, mas suscita uma reflexão mais abrangente na qual se incluiria a questão da reapropriação e controle, por parte de quem vende força de trabalho, dos tempos destinados ao trabalho

2º Equipe - As Perspectivas do trabalho na economia moderna.        

Deixou claro que o trabalho tem passado por profundas transformações ao longo da historia da civilização, durante o primeiro milênio, o trabalho.

3º Equipe – Trabalho e Consumo

A equipe versou sobre a estrutura econômica capitalista contemporânea, consumir passa a ser a extensão do trabalho, ou seja, o que o trabalhador ganha volta para as mãos do capitalismo. Assim se devolve o que se ganhou para o próprio empresário.
O combustível que aumenta todo este sistema mercadológico é a mercantilização da cultura, isto é, a nossa prerrogativa parte di principio de que o trabalho não se restringe mais há algumas horas dentro de uma fabrica, e sim incorpora as suas diversas extensões de consumo como shopping, restaurantes, academias de ginásticas, clube e etc.
E com todo aparato tecnológico, internet, multimídia, realidade virtual etc., o processo de mercantilização da cultura é facilitado em escala global. Forçam-se estilos de vidas, mundos, fantasias, sonhos, para estimular os indivíduos ao trabalho e ao consumo. O desafio é pensarmos o trabalho e o consumo de maneira ética e responsável.
Na ultima década o mercado de trabalho foi difícil para todos no Brasil, e os mais prejudicados foram os jovens, a oferta educacional, tomada como componente isolado de ação social, é estratégia insuficiente para conter a exploração do desemprego nas faixas não estava associada ao exercício da cidadania, tudo isso porque o capitalismo passa por um período histórico singular.
Sabe-se hoje que capacidade de gerar uma maior ou menor quantidade de posto de trabalho não depende só do grau de expansão de cada país, mas do padrão de desenvolvimento econômico. Um novo modelo de produção ou o novo conceito de produção, implica uma outra modalidade de organização da produção e do trabalho e uma outra lógica de utilização da força de trabalho em comparação com o Taylorismo e o Fordismo. Apesar de o fenômeno apresentar profundas desigualdades, ele é suficientemente constante para apresentar efeitos dramáticos no campo da empregabilidade em nosso país. Reverter o quadro de precarização do trabalho como forma de ampliar a lucratividade diminuir a jornada de trabalho como forma de garantir mais tempo livro para o trabalhador e a formulação de políticas publicas  que garantam o bem estar social (exatamente o contrário do que se faz hoje) é uma saída que procura privilegiar o ser humano em detrimento do capital.
Faixa etária entre 15 e 24 anos imagina que o roteiro educacional basta para garantir a inserção no mercado de trabalho, pois o mercado de trabalho prefere pessoas com experiências.
O primeiro emprego é exemplo importante desse tipo de estratégia por enquanto, o discurso da suficiência da escolaridade formal como rota de inserção de jovens no mundo do trabalho e dá a esse jovem na vida profissional. Ainda é sensivelmente dominante, apesar dos preocupantes resultados registrados pelos dados do IBGE.

4º Equipe – Gestão de pessoas e os impactos ma geração de conhecimento e inovação tecnológica nos países emergentes.

É valido ressaltar que embora haja avanços em termos de organização do trabalho principalmente dos decorrentes das inovações tecnológicas os gestores estão subestimando a capacidade das pessoas envolvidas nos processos. Há necessidade premente da área de gestão assumir esse papel de liberar o desenvolvimento de novas competências, fazendo com que as empresas aos desafios.
Segundo Drucker (1992) o segredo das empresas bem sucedidas no mundo desenvolvido tem sido o fato de que baseiam seus planos e suas políticas em aproveitar-se das mudanças da economia mundial como oportunidade.  As micro e pequenas porte são as maiores geradoras de empregos no Brasil, para essas estáticas de uma boa parte delas fecham em dois anos. Como base em abordagem que estabelecem limite para tal manifestação num contexto globalizado e competitivo, o estudo permitiu concluir que a manifestação do espírito empreendedor tende a ser mais efetiva quando as organizações contarem com condições favoráveis de desenvolvimento; a vulnerabilidade das empresas de pequeno porte é real e crescente em contexto globalizado; a ausência de políticas publicas de apoio tende a agravar essa situação.

5º Equipe - O trabalho ideologicamente retratado. ”A intermediação patronal e autoritária do conflito social pela grande imprensa”

A equipe desenvolveu de maneira clara e objetiva o conteúdo ao longo da apresentação, buscando por meio de recortes de jornais, pesquisas pela internet levar aos colegas o conhecimento dos pontos mais importantes e atuais do tema proposto, no qual levantou de forma positiva um grande debate através dos pontos abordados bastante participativo pela equipe e toda a classe, o que fez com que a apresentação elevasse ainda melhor o nível e o aproveitamento, levando a um aumento do leque de conhecimento de todos.
Dentre os pontos abordados de forma transparente pela equipe, podemos citar a deslegitimação das greves e dos grevistas, nesse ponto a uma clara divisão e variação da imprensa sobre o movimento grevista, as vontades das categorias, ainda mostra a força patronal e forma um intenso debate em torno da greve ser ou não direito, quando o assunto greve é visto do ponto de vista democrático todos concorda que a greve tem seu direito de existência, já vista do ponto de vista financeiro ambos se encontram de lados opostos, ela a greve é vista como fator negativo para parte da sociedade.
A equipe dentro do tema abordado ainda faz referências importantes e impactantes citando momento atuais, dando como exemplo maior o atual cenário da educação em nosso estado, a mais de sessenta dias em greve, a greve na educação nos mostra um quadro cada vez mais freqüente quando o assunto é greve, se vem logo à pergunta quem esta certo, deve ou não haver greve e de que forma essa greve tem que ser feita, quais o dispositivos atuais que a lei tem hoje efeito sobre o direto de greve ou não, quais seus limites a quem recorrer, a resposta não se sabe direito mais o que ficou bastante claro na apresentação é que quem mais sofre e paga por toda a greve são a grande maioria da sociedade, que além de pagar muitos impostos vem seus diretos básicos como aqui no caso a é educação sendo destruídos.
A equipe fez um seminário muito objetivo, transparente, trouxe o tema para um nível bastante proveitoso o que proporcionou uma reflexão sobre a atual democracia, nossos direitos, o poder da greve, dos movimentos e o preço que a maior parte da sociedade paga por não escolher bem os seus representantes.  
6º Equipe – A difícil transição: análise das trajetórias ocupacionais de jovens operários metalúrgicos
Desde as discussões de Marx sobre a divisão manufatureira do trabalho e a afirmação da suas teses do empobrecimento do trabalhador em pró do capitalismo em pró do capitalismo, Marx enfatiza o processo de desqualificação dos trabalhadores em decorrência do aprofundamento da divisão do trabalho no capitalismo.
As trajetórias ocupacionais de jovens trabalhadores metalúrgicos, de 18 a 25 anos, bem como seus níveis de escolaridades e as diferentes formas de treinamento e aperfeiçoamento profissionais no contexto das transformações técnicas e organizacionais do trabalho. Tendo como referencias as discussões a respeito da relação educação e trabalho e as analises sobre as trajetórias de transição da juventude para a vida adulta. A Juventude é a fase dourada da vida humana, mas aberta no sentido de aprendizagem e desenvolvimento, é o período que todo o nosso sistema seja físico, mental e social está receptivo a tudo de construtivo que possamos realizar.
Nesta fase, a consciência individual de cada um, fica quase totalmente moldada pelos adultos, como acontecia na infância e começam a emergir as primeiras opiniões pessoais, surgem as primeiras duvidas, reavaliam valores.
A forma como se deu a transição do Banespa para o Santander mostra que não apenas as regras de funcionamentos do mundo do trabalho mudaram. No novo mundo do trabalho um dos grandes desafios é repensar a noção de estabilidade profissional, enquanto o problema que enfrentamos e como organizar as historia de nossas vidas, num capitalismo que nos deixa a deriva.

SERVIÇO SOCIAL NAS ESCOLAS: UM NOVO DESAFIO

Diante das fragilidades que as escolas brasileiras têm apresentado, entende-se que é necessário que o Estado implemente políticas de intervenção em prol de melhorias na educação, focalizando não somente o ensino, mas de que forma este está sendo apreendido pelos alunos e, na presença de dificuldades de apreensão, analisar quais são os motivos e como pode ocorrer a intervenção para solucioná-los.
    No atual cenário do país percebe-se que muitos atos que violam os direitos de crianças e adolescentes têm passado despercebidos e muitos não são considerados por que não existe um olhar investigativo realizado por um profissional para atender a esta demanda. Assim, entende-se que o Assistente Social, enquanto profissional preparado para trabalhar com as expressões da questão social, pode exercer sua profissão no espaço escolar, objetivando emponderar e fortalecer a autonomia das crianças e adolescentes e, também, das suas famílias. Sobre isso Faleiros explica que:
O fortalecimento da autonomia implica o poder viver para si no controle das próprias forças, e de acordo com as próprias referências. [...] A capacitação para assumir e enfrentar a sobrevivência pode ser uma das mediações de fortalecimento dos sujeitos. [...] No processo de autonomia de crianças e adolescentes é preciso desenvolver mediações de uma relação e reação diante da correlação de forças que lhes é desfavorável, e que descamba, não raro, na violência (2010, p. 63).
    Esta perspectiva traz a compreensão de que o Assistente Social deve trabalhar para que os sujeitos dentro das escolas sejam estimulados a refletirem sobre a realidade social a qual eles fazem parte e assim eles sintam-se encorajados a transformá-la, além de acompanhá-los nesse processo preocupando-se em apreender a verdade da realidade dos sujeitos, reconhecendo a complexidade da mesma, fazendo uso de um olhar complexo e não simplificado.
Como bem acentuou Sarita Amaro quando diz que:
O olhar simplificado é um olhar redutor, marcado pela visão atomizada e atomizadora; caracteriza-se por praticar um isolamento mutilante dos fatores que compõem o fenômeno, além de retalhar a compreensão de sua totalidade [...] (2003 p. 36-37).
     Ao identificar que a escola constitui-se um dos espaços de atuação do Assistente Social salienta-se que dentre os princípios éticos fundamentais da profissão pode-se destacar:
Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes - autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais; Defesa intransigente dos direitos humanos [...]; Ampliação e consolidação da cidadania [...]; Posicionamento em favor da equidade de justiça social [...]; Empenho na eliminação de todas as formas de preconceitos [...] e Exercício do Serviço Social sem discriminar, nem discriminar por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual, idade e condição física (CFESS,1993, p. 23).
     A partir desta análise compreende-se que a formação do profissional de Serviço Social estabelece critérios e caminhos a serem seguidos e que são necessários para o bom funcionamento das escolas, ressaltando que o Assistente Social está apto para também criar estratégias com o intuito de desenvolver nos alunos habilidades para que os mesmos criem formas de enfrentamento dos conflitos que eles vivenciam.
     Destarte, considera-se que a busca pela inserção do Assistente Social nas escolas deve ser constituída, principalmente, por uma prática política, entendendo que o conceito de política, segundo Oliveira, caracteriza-se como:
Atividade humana, está estritamente ligado ao conceito de poder que, para Hobbes, p.e., consistia nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem e, para Russel, como conjunto de meios pelos quais se permitia alcançar os efeitos desejados (2007, p. 20).
    Assim, considera-se que a política perpassa pelas diversas dimensões da vida social, e é extremamente necessária para se alcançar objetivos quer sejam pessoais ou sociais. Nesta perspectiva, o entendimento de todos estes aspectos citados, considerando a complexidade dos mesmos, é o que possibilitará a formulação de propostas de intervenção profissional “em um sentido de ação política, tomando-a como base da possibilidade de transformações, de mudanças, do surgimento do novo” (BAPTISTA, 2006, p.93).
     Deste modo, entende-se que a luta do Assistente Social contra as debilidades da educação no país precisa se fazer notória nos espaços políticos, constituindo-se através de ações mobilizadoras que direcionem os sujeitos e profissionais envolvidos com a educação e representantes políticos a refletirem sobre estas questões, e se unirem nesta luta, entendendo que este projeto defende “a consolidação e ampliação da democracia e dos direitos de cidadania” (CFESS, 1993, p. 34).

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Documento de Araxá -Contexto Histórico

O Documento de Araxá foi composto durante o I Seminário de Teorização do Serviço Social, em Minas Gerais (Araxá) de 19 a 26 de março de 1967 e posteriormente publicados pela CBISS.
Convém destacar que esse era um período bastante crítico no que se refere ao modo como as relações entre sociedade e Estado se davam, pois esse o período de início Ditadura Militar no Brasil.
·O Documento de Araxá (MG)
Esse documento foi muito importante, pois foi uma das primeiras iniciativas de teorização do Serviço Social, onde se identificou entre outras coisas, a Natureza, Objetivos, Funções, Metodologia, Vinculação entre a teoria e a prática.
Percebe-se através da leitura do documento, que o mesmo possui uma perspectiva desenvolvimentista e neotomista.
Pode-se identificar também que há uma problemática quanto à definição da identidade do Serviço Social, conformem observamos no §18 (pág. 23): “É o Serviço Social uma ciência autônoma? [...]” Seguindo com diferentes interpretações à respeito da natureza da profissão.
Utilizando-se de conceitos de Durkheim o documento prossegue em seu texto, definindo a atuação do Serviço social, que deveria intervir junto aos desajustamentos sociais e familiares, que “decorrem das estruturas sociais inadequadas”. Relata-se ainda a caracterização do Serviço Social, que possui inter-relacionamento de caráter corretivo, preventivo e promocional.
E essa atuação se daria, na intervenção da realidade, removendo as possíveis causas dos desajustamentos sociais, se antecipando à correção, com a capacitação dos indivíduos para que estes se integrem a sociedade, como meio de garantir as potencialidades, contribuindo assim, para o desenvolvimento social e histórico/ econômico.
O documento ainda articula sobre a importância da participação popular, que deveria ter consciências dos problemas sociais, para que estes pudessem contribuir dessa forma para o projeto desenvolvimentista institucionalizado pelo governo. Para tanto, o Serviço Social, deveria preparar e congregar novas metodologias.
Essa parte do documento discute o questionamento e reflexão da profissão, que em um processo de discussão e revisão crítica, quanto à teoria e metodologia da profissão, para que seja formulado um novo método que articule as lutas dos segmentos populares, proporcionando a transformação.
Quanto às funções que o Serviço Social possui competências, o documento enumera as seguintes:
Atuar no processo de criação, reformulação e adequação das políticas sociais, proporcionando o acesso da demanda que dela necessite;
Proporcionar através do Planejamento do Serviço Social, a participação popular no processo de formulação do planejamento, para que se tenham conhecimentos da realidade macro.
Promover e participar de pesquisas que avaliem as políticas que estão sendo adotadas para intervir em determinada realidade, administrando os serviços sociais;
Atuar junto ao atendimento direto através de trabalho com indivíduos ou grupos, proporcionando um método corretivo, preventivo e promocional.
Percebe-se que nesse momento, o Serviço Social, atua com as ideologias da “promoção” e do “desenvolvimentismo” em que procura encontrar novas perspectivas para uma ação profissional que seja inovadora, legitimada pela própria demanda.
Quanto à metodologia utilizada para o Serviço Social nesse momento, destacam-se dois métodos:
Serviço Social de Grupo: visa à capacitação de indivíduos de forma ao aperfeiçoamento e à potencialização.
Serviço Social de Caso: visa a integração de indivíduos à sua comunidade e assim, contribuir para o plano desenvolvimentista.
Desenvolvimento de comunidade: visa a geração de crescimento econômico e social no plano local de determinada comunidade.
O Serviço Social deveria adequar-se à realidade brasileira, planejando suas ações e construindo seus próprios modelos de intervenção.
O documento ainda discute sobre a atuação do Serviço social, em dois níveis:
Microatuação: relaciona sobre a atuação do serviço social nos serviços prestados de forma direta, onde se tem contato com o cotidiano, ou seja, com a realidade da clientela. No meu entendimento, pode ser relacionado hoje em dia com a atuação de instituições como CRAS, CREAS, etc.
Macroatuação: Diz respeito aos aspectos de planejamento e criação/articulação de políticas sociais.
O documento de Araxá perde sua hegemonia a partir da década de 70, quando os profissionais do Serviço Social percebem que não há um questionamento das estruturas sociais.

A documentação no cotidiano da intervenção dos assistentes sociais

A documentação no cotidiano da intervenção dos assistentes sociais: algumas considerações acerca do diário de campo
Telma Cristiane Sasso de Lima, Regina Célia Tamaso Mioto, Keli Regina Dal P

Este artigo chama a atenção para a importância da documentação no cotidiano da intervenção profissional e destaca o registro em diário de campo das ações profissionais. Assume-se como pressuposto que a documentação é fundamental no processo de obtenção e análise de dados, pois permite a sistematização da intervenção desenvolvida pelos Assistentes Sociais e estudantes tanto nos processos investigativos sobre a realidade social, os sujeitos e o processo de intervenção profissional, quanto de marcos orientadores para as suas ações quando articuladas em diferentes processos de intervenção. Apesar disso, observa-se que a documentação como um instrumento que permite qualificar as ações profissionais é pouco explorada pelos Assistentes Sociais, sobretudo em se tratando do diário de campo cuja utilização tem ficado restrita às descrições, observações pontuais e a meros agendamentos de tarefas cotidianas. Insiste-se, portanto, na importância das análises e/ou diagnósticos sobre a realidade social e as demandas singulares da população atendida, dando visibilidade às formas de planejar e executar as ações profissionais, de modo a identificar os limites e as possibilidades contidos no processo de atendimento às demandas. Por fim, considera-se a documentação como elemento constitutivo da ação profissional porque pode incidir positivamente nos processos de planejamento e avaliação no sentindo de facilitar a sua realização. O diário de campo, mais do que apenas guardar informações, pode conter reflexões cotidianas que, quando relidas teoricamente, são portadoras de avanços tanto no âmbito da intervenção, quanto da teoria.
Palavras-chave – Documentação. Diário de campo. Serviço Social. Intervenção profissional.
Palavras-chave
Documentação. Diário de campo. Serviço Social. Intervenção profissional.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Documento De Teresópolis: Contribuições Para o Serviço Social

Este trabalho visa mostrar a importante contribuição do documento elaborado por trinta e três profissionais assistentes sociais, que a convite do CBCISS (Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio em Serviços Sociais) dividiram-se em dois grupos para discutir e analisar as seguintes temáticas “Concepção Científica da Prática do Serviço Social” e “Aplicação da Metodologia do Serviço Social”. A temática estava na necessidade de um aprofundamento da metodologia do Serviço Social em face da realidade brasileira, por isso o documento possui características diversas e justaposição dos dois grupos de estudos. A este documento deu-se a denominação de Documento de Teresópolis.Metodologia: O presente resumo é oriundo de revisão bibliográfica, tendo como referências as discussões realizadas na disciplina de Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do serviço Social III. Resultados e Discussões: Divididos os grupos e classificados como grupo A e grupo B, vamos analisar e discorrer sobre seus diferentes resultados nas temáticas apresentadas, referente ao primeiro tema “Concepção Científica da Prática do Serviço Social” o grupo A inspirou-se em Lebret, elencou sete itens a partir das “necessidades sociais”, com isso reitera a importância de uma visão globalizada e a moldura do subdesenvolvimento. O grupo B com uma visão desenvolvimentista porem com outra fonte de inspiração o UNRISD (Instituto para o Desenvolvimento Social da Organização das Nações Unidas), construiu um quadro resumido de “fenômenos e variáveis segundo o critério das necessidades e problemas” referindo-se a “necessidades básicas e sociais”, o grupo procurou identificar os conhecimentos “para” “em” e “sobre” o Serviço Social diante das situações do meio social, trouxe como sugestões a adoção de procedimentos lógicos tanto para que predomine o conhecimento como para a ação. No segundo tema “Aplicação da Metodologia do Serviço Social” o grupo A, formulou procedimentos metodológicos de intervenção do Serviço Social, composta por investigação, diagnóstico e intervenção, que configura uma metodologia genérica do Serviço Social encontrada em qualquer escala e forma de atuação.O grupo B em suas explanações definiu a metodologia aplicável ao nível de planejamento e aplicou aos níveis de administração em Serviço Social e prestação de serviços diretos, elaborou diferentes quadros cruzando diagnóstico/intervenção (este foi o binômio adotado pelo grupo) com as categorias do planejamento no Serviço Social.Considerações Finais: A “concepção científica da prática do Serviço Social” é adotada como intervenção o que ficou comum entre os grupos. A perspectiva modernizadora afirma-se não só como concepção profissional geral, mas também como pauta interventiva

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Desigualdade racial e o mercado de trabalho

Falar sobre o mercado de trabalho no Brasil, a partir da Segunda metade do século XIX, é antes de mais nada nos reportarmos ao longo processo de constituição da ideologia racial implementado por intelectuais e pelas classes dominantes a partir deste período. Isso significa que, esgotada a possibilidade de continuar com o trabalho escravo, tratava-se de “branquear” o país visando o advento de uma sociedade nos moldes ocidentais. Aqui, civilização era tomada como sinônimo de branco e europeu. Esse rumo fica evidenciado através da intervenção do Estado no sentido de financiar a importação de mão-de-obra da Europa para trabalhar nos cafezais e na nascente indústria no Sudeste, especialmente em São Paulo.
A marginalização dos negros ocorre dentro de um contexto histórico, processo de abolição da escravidão e formação econômica moderna, onde a estrutura de classes da sociedade nacional está se constituindo e como conseqüência teremos o posicionamento desfavorável dos negros, devido a forma de inserção desigual na estrutura de classes,  no que se refere a renda, escolaridade e ocupação.
Em outros termos, poderíamos dizer que o Estado a partir da segunda metade do século XIX, pós-1850, e, principalmente, início do século XX, até meados dos anos 40, foi o veículo primordial da formação de um mercado de trabalho fundado na exclusão dos negros e descendentes.
Esse mercado de trabalho, estruturado de cima para baixo pelo poder  estatal, privilegiava os indivíduos brancos e dificultava o acesso de outros grupos raciais tendo em vista a crença, então em voga por aqui, a respeito da superioridade dos brancos. Essa ideologia racial irá, evidentemente, dificultar a inserção dos negros no nascente mercado de trabalho tendo em vista sua suposta inferioridade e a discriminação racial será, então, uma das marcas visíveis que o negro encontrará na busca por trabalho.
Nesse sentido, uma das características marcantes do mercado de trabalho brasileiro até hoje é a desigualdade de oportunidades entre os grupos raciais. As estatísticas revelam um quadro aterrador acerca da maneira como brancos e negros estão distribuídos na estrutura ocupacional.
Podemos, com certeza, afirmar a existência de uma reserva de mercado em determinadas profissões que privilegia alguns indivíduos em função da cor da pele. Ë o que podemos constatar em amplos setores profissionais na sociedade capitalista brasileira. Enquanto algumas ocupações são deliberadamente preenchidas por brancos, onde estão situados os maiores rendimentos e as melhores oportunidades, outras abrigam aqueles indivíduos com menores possibilidades escolares e profissionais, como é o caso dos negros, auferindo rendimentos inferiores.
Estas desigualdades, que se prolongam até o trabalho, estão presentes, também, no interior do processo educacional e observamos isto na baixa escolaridade alcançada por negros em comparação com os brancos; basta conferirmos as estatísticas atuais da FIBGE, Ipea/Ministério do Trabalho ou do Ministério da Educação.
De acordo com os dados do Provão/2000- Inep/Mec, dos formandos que fizeram o provão em 2000 nos cursos de Administração, Direito, Medicina Veterinária, Odontologia, Medicina, Jornalismo e Psicologia, dentre outros, mais de 80% é constituído por brancos (respectivamente, 83,3%, 84,1%, 84,9%, 85,8%, 81,6%, 81,5% e  83,3%). Por sua vez, para os mesmos cursos, os negros aparecem nos seguintes percentuais: 1,6%, 2,0%, 1,1%, 0,7%, 1,0%, 2,9% e 1,6%.Esta pesquisa revela, também, a baixa freqüência dos negros nas universidades brasileiras. Enquanto 80% dos universitários são brancos, somente 2,2% são negros (“Provão revela barreira racial no ensino”. Folha de São Paulo, Cotidiano. 14/01/2001)[1].
A partir das Universidades podemos ter uma visão perfeita de como estará constituído o mercado de trabalho em algumas profissões. Este funcionará como um espaço de segregação racial uma vez que, concluir o curso superior significará melhores oportunidades de trabalho para  brancos, o que nos leva a suspeitar que o Estado através de políticas públicas, notadamente educacionais, alimenta este processo. Em outros termos, existe uma preferência por parte dos empresários capitalistas em um tipo de profissional onde o quesito cor é bem significativo.
Isto terá efeitos consideráveis quanto aos rendimentos de brancos e negros. Assim, podemos relacionar educação, trabalho e renda e teremos uma dimensão exata da forma como está organizada a estrutura ocupacional no Brasil, observando a influência recíproca entre esses fatores que tem sua base na inserção do negro na estrutura de classes da sociedade brasileira. Acrescentando a isto a questão da discriminação e da ideologia raciais.
As conseqüências de tudo isso são bem conhecidas: miséria, favelas, violência, perseguição policial... como marcas que registram os estereótipos e preconceitos. Segundo a Folha de São Paulo, no Rio de Janeiro, “70,2% dos mortos são de cor preta ou parda; brancos somam 29,8% das vítimas”,  o que leva a conclusão que a  “polícia do Rio mata mais negros e pardos” (Folha de São Paulo. Cotidiano. 15/05/2000).
Práticas discriminatórias presentes no cotidiano indicam a permanência do racismo. A sociedade brasileira preserva profundas desigualdades raciais, de rendimentos, educacionais e ocupacionais.
O racismo, a discriminação racial tem seus efeitos sobre homens e mulheres negras, sendo que estas sofrem duplamente o preconceito e a discriminação raciais, que procuram “caminhos” para burlar as portas fechadas no mercado de trabalho. A forma como isso ocorre pode ser notada na crescente formação de grupos anti-racistas e pela valorização da cultura negra, bem como pelo surgimento de movimentos negros voltados para a tentativa de exigir do Estado determinadas políticas públicas que venham a beneficiar as populações historicamente discriminadas.
O desafio é ultrapassar, através de profundas mudanças culturais e sociais, o preconceito, a discriminação e o racismo. No entanto para que isso ocorra é fundamental tomarmos consciência das marcas impressas pelo racismo (baixa estima, medo, insegurança, desconfiança, temor) para, de vez, exterminá-lo. Evidente que esta é uma tarefa árdua e cabe a nós levá-la a cabo.
[1] Esta pesquisa classificou a população em cinco grupos raciais: brancos, negros, pardos/mulatos, amarelos, indígenas ou caboclos. O percentual para pardos/mulatos que fizeram o provão é de 13,5%; para amarelos, 2,6% e indígenas ou caboclos, 1%.

domingo, 13 de setembro de 2015

A carreira em Serviço Social


A carreira em Serviço Social tem foco na coletividade e integração do indivíduo na sociedade. O profissional dessa área é chamado de Assistente Social e atua no combate às desigualdades da sociedade,  analisando, acompanhando e propondo soluções para melhorar as condições de vida tanto de crianças e adolescentes quanto de adultos.
O Assistente Social age de forma direta em vários campos e instituições da sociedade, podendo desenvolver atividades nos domínios privados, governamentais e não governamentais, em áreas como:
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Previdência social
A profissão de Serviço Social é regulamentada e, para exercê-la, necessário cursar a graduação em Serviço Social em faculdade reconhecida pelo MEC e obter o registro no Conselho Regional de Serviço Social.
Saiba mais sobre o curso de Serviço Social, as principais faculdades que oferecem esta graduação e o mercado de trabalho!

O curso de Serviço Social

A curso de Serviço Social é oferecido nas modalidades bacharelado e licenciatura e tem duração média de quatro anos. O objetivo é formar profissionais capazes de entender e analisar a dinâmica social e as dificuldades individuais e comunitárias.

Além disso, o Serviço Social busca o fortalecimento das relações sociais, estabelecendo políticas que promovam a igualdade entre os indivíduos e a  justiça social.
Desde o início do curso, o estudante realiza trabalhos de campo em comunidades e espaços institucionais como escolas, sindicatos, ONGs, creches e cooperativas. O estágio supervisionado é obrigatório.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Projetos culturais na Bahia


A cultura da Bahia é uma das mais ricas e diversificadas do Brasil. O Estado da Bahia é considerado um dos mais ricos centros culturais do país, lar das mais típicas manifestações de cultura popular, tais como a culinária, a música e praticamente todas as artes.Os baianos são, na maior parte, o resultado de gerações de miscigenação entre os índios nativos, os colonizadores portugueses e os africanos escravizados. O resultado é um povo alegre, sempre pronto para festas, comemorações e muita diversão. Essa vasta expansão cultural manifesta-se de muitas maneiras. Entre as principais expressões da cultura baiana estão:
• Capoeira – Uma expressão pura da cultura afro-brasileira. Como uma arte marcial, a capoeira foi criada pelos escravos africanos na Bahia como uma esperança de sobrevivência, uma ferramenta com a qual um escravo foragido, completamente despreparado, poderia sobreviver e lutar contra os agentes coloniais encarregados de encontrar os fugitivos. Por esse motivo, foi declarada ilegal pelos colonizadores portugueses. Então, para continuar praticando esse estilo de luta, os escravos viram a necessidade de disfarçá-la como uma dança. O resultado é uma forma de arte que combina luta, dança, e música. Em Trancoso, há sessões regulares de treinamento de capoeira e apresentações públicas, que são frequentadas por muitas crianças, moradores locais e visitantes.
•             Candomblé – Uma religião com influência africana que adora os Orixás, entidades consideradas “espíritos da natureza” e associadas aos quatro elementos: terra, fogo, água e ar. Pode ser descrita como a crença na energia positiva dos antepassados, que viveram nessa terra e que continuam a nos ensinar. No início da colonização, os rituais de candomblé eram praticados em quintais e nas senzalas. Para ocultar a sua religião dos colonizadores portugueses, os escravos africanos associavam cada divindade do candomblé a um santo correspondente do catolicismo, resultando em um sincretismo religioso que dura até hoje. Independentemente de raça ou classe social, essa mistura de religiões africanas e do cristianismo já está incorporada na vida cotidiana baiana. A maioria das pessoas na Bahia se identifica com um ou mais dos “pais” Orixás e oram para eles, pedindo proteção, saúde e paz.
•             Forró – Uma das principais danças tradicionais locais que pode ser vista na maioria das festas na Bahia. É um ritmo local cativante que faz os quadris mexerem e as pistas de dança lotarem! Os sorrisos largos, contagiantes e o bem-estar geral são os sinais e indícios comuns identificados nos dançarinos. Tradicionalmente, é uma dança de casal e a música     envolve apenas três instrumentos (o acordeão, a zabumba e o triângulo).
A cultura desenvolvida em Salvador, primeira capital do Brasil até 1763, e no Recôncavo baiano, exerceu influência decisiva em outras regiões do país, e na própria imagem que se tem do Brasil no exterior. Desde o século XVII observa-se no estado uma dualidade religiosa: de um lado, a religião católica (de origem européia); do outro, o candomblé (de origem africana).
Já no século passado firmou-se o gosto do baiano - tanto o de origem abastada quanto o pobre - pelo epigrama (tipo de poesia satírica); pelas modinhas (poesia lírica musicada); e, também, pelos sermões religiosos, praticado desde Frei Vicente do Salvador e tendo seu ápice em António Vieira.
A chegada dos africanos vindos do Golfo de Benim e do Sudão, no século XVIII, foi decisiva para desenvolver a cultura da Bahia como um todo. Segundo Nina Rodrigues, isso é o que diferencia a cultura baiana da cultura encontrada nos outros estados brasileiros. Nesses, os africanos que vieram eram, predominantemente, os negros bantos de Angola.
Os negros iorubanos e nagôs estabeleceram uma rica cultura nas terras da Baía de Todos os Santos. Pois que tinham religião própria, o candomblé; música própria, a chula, o lundu; dança própria, praticada no samba de roda; culinária própria, que deu origem à culinária baiana, inventando diversos pratos com base no azeite-de-dendê e leite de coco (tudo com muita farinha-de-guerra dos índios tupinambás e tapuias), e sobremesas, desenvolvendo o que veio de Portugal; luta própria, a capoeira, e o maculelê; vestimenta própria, aliando as já tradicionais indumentárias africanas às fazendas (tecidos) portugueses; e uma mistura de línguas, mesclando iorubá com português.
No século XIX, os visitantes começaram a cultuar a imagem da Bahia como de uma terra alegre, bonita, rica (por causa da cana-de-açúcar e das pedras preciosas das Lavras) e culta, que dava ao Brasil grandes intelectuais e ministros do Gabinete Imperial, como Rui Barbosa, que foi ministro da Fazendo no final do século XIX.
Na década de 1870, as baianas começaram a migrar para o Sudeste do país em busca de emprego. E, assim, essas "tias" baianas foram disseminando a cultura da Bahia, vendendo acarajés em seus tabuleiros e gamelas, dando festas onde se dançava samba-de-roda (que, mais tarde, modificado pelos cariocas, iria resultar no samba como se tornou conhecido), desfilando suas batas e panos-da-costa pelas ruas da Capital Federal. Por isso, naquela época, chamava-se de baiana todas as negras bonitas, segundo afirma Afrânio Peixoto, no "Livro de Horas".
A partir da década de 20 do século XX, torna-se moda fazer músicas em louvor à Bahia. E houve grande polêmica quando o sambista Sinhô, contrariando, cantou que a Bahia era "terra que não dá mais coco". Baianos e cariocas, tais como Donga, Pixinguinha, Hilário Jovino Ferreira e João da Baiana, foram defender a Bahia.
A partir da década de 30, primeiro pelos romances de Jorge Amado e depois pelas músicas de Dorival Caymmi, ficou estabelecida ante o Brasil a imagem que se tem da Bahia, de um local paradisíaco, com povo hospitaleiro e festeiro, perdurando até os dias atuais.
Qualicultura retorna à Paulo Afonso com o módulo de financiamento cultural
Nos dias 03 e 04 de maio, chega a Paulo Afonso o Curso de Financiamento Cultural do Qualicultura, projeto de parceria entre a SecultBA e o SEBRAE que tem como objetivo estimular o desenvolvimento e o fortalecimento dos setores da economia criativa por meio de cursos e oficinas. Com carga horária de 16 horas, serão [...]
Palestras e videoconferências realizadas pela SecultBa orientam sobre execução de Projetos
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) realiza nesta quinta-feira (25), às 14h, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), mais uma videoconferência (com abrangência para 32 municípios da Bahia através do programa Rede Educação:www.iat.educacao.ba.gov.br) sobre os vários aspectos da execução dos Projetos do Fundo de Cultura e do Fazcultura. O objetivo é de [...]
Grupo de música tradicional, integrante do Ponto de Cultura Sons de Canudos/Associação Sociocultural Umbigada, Pífanos de Bendengó, se apresenta em Lisboa (Portugal), dias 25 e 26 de abril, durante as comemorações do Ano do Brasil em Portugal, com patrocínio da Funarte/Minc. Já em maio, a banda participa do show de encerramento da II Celebração dos Sertões.
Filme “Depois da Chuva”, apoiado pela SecultBA, será exibido no Festival de CannesO longa apoiado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através da chamada pública Demanda Espontânea, em 2011, “Depois da Chuva”, foi selecionado pelo Festival de Cinema Independente de Buenos Aires (Bafici) para sessão especial no Festival de Cannes (França). Dirigido por Cláudio Marques e Marília Hughes, o longa-metragem será exibido em sessão.
SecultBA divulga resultado da chamada pública Demanda Espontânea
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) anuncia nove projetos pré- selecionados através de edital Demanda Espontânea 2013, do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). Os projetos contemplam áreas transversais – encontros e seminários de caráter nacional -, dança, música, ópera, festas populares e arte integrada. No total, serão investidos aproximadamente R$ 977 [...
Encontro sobre festivais e mostras marca Dia Internacional da Dança
Representantes de importantes eventos de difusão da dança na Bahia se reúnem no TCA para um debate com o público Em 29 de abril (segunda-feira), Dia Internacional da Dança, às 20 horas, na sala principal do Teatro Castro Alves (TCA), será realizado o encontro Festivais e Mostras de Dança: Trajetórias e Impactos na Sociedade. O [...]
Confira a programação da II Celebração das Culturas dos Sertões em Salvador e Juazeiro

  APOIO A PROJETOS, ENCONTROS E CURSOS
Qualicultura retorna à Paulo Afonso com o módulo de financiamento cultural
 CIRCUITO POPULAR
Espetáculo “Sertão da Gente” abre programação da II Celebração das Culturas dos Sertões ENCONTROS E CURSOS, TERRITÓRIOS CULTURAIS
FUNCEB ITINERANTE circula pela Bahia e promove encontros em sete cidades
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Quarta dos Tambores homenageia marisqueiras e pescadores do Recôncavo
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Caeté Açu: Exposição apoiada pela SecultBa mostra lixo que vira arte
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Oficinas e mini-cursos dinamizam a programação da II Celebração das Culturas dos Sertões
 CIRCUITO POPULAR
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CIRCUITO POPULAR
Mostra “O Sertão é o Mundo” prossegue nesse fim de semana nos Espaços Culturais
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APOIO A PROJETOS, FUNDO DE CULTURA
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SE LIGA AÍ
II Celebração das Culturas dos Sertões reúne grandes nomes no TCA e em Juazeiro
Caboco Capiroba faz novo show no Pelourinho no próximo sábado


A marujada

A Marujada, uma das mais tradicionais manifestações culturais de Curaçá, em homenagem ao padroeiro São Benedito,  que acontece nos dias 30 e 31 de dezembro, terá seu destaque no I Salão Baiano de Turismo, realizado a partir de hoje, em Salvador. Uma equipe de marujos partiu na tarde de ontem para a capital baiana e já se encontra no Salão, fazendo as apresentações, numa síntese de como se dá o espetáculo na nossa Cidade. O evento é o maior  marketing turístico da Bahia e reunirá os atrativos das 13 Zonas Turísticas do estado, 55 operadores internacionais, 60 operadores nacionais, 40 jornalistas especializados nacionais e internacionais, todo trade turístico da Bahia, além de um público estimado em 3 mil pessoas por dia.

Negro fugido

O Nego Fugido é um espetáculo da cultura popular santamarense que funde elementos da dança, da música, do candomblé e do teatro. Ele registra uma manifestação popular única, mantida há pelo menos um século pelos moradores de Acupe. Trata-se de uma encenação que recria, anualmente, a luta pela libertação dos escravos. Tendo como cenário as ruas de Acupe, os personagens de Nego Fugido revivem o ideal de liberdade almejado pelos escravos. Esta encenação traduz a versão dos moradores do local em relação à libertação dos escravos: uma conquista dos negros e não uma concessão dada pela princesa Isabel.
O “Nego Fugido” conta a história do negro que fugia, era perseguido nas matas e vestia-se de folhas de bananeira para se camuflar. É uma manifestação popular única, que se mantém desde o século XIX, originária de escravos africanos de origem Nagô. Trata-se de uma recriação das lutas da resistência negra contra o regime escravocrata, encenada até hoje pelos moradores de Acupe, distrito de Santo Amaro.


Zambiapunga

A cidade de Nilo Peçanha, na Bahia, que tem cerca de 18.000 mil habitantes, traz como maior representação cultural dos seus legados, o zambiapunga que é considerada o símbolo da cultura popular da região.  Esta manifestação, que tem mais de duzentos anos de existência, simboliza o autêntico folclore baiano e é considerada uma manifestação exclusiva da Região do Baixo Sul da Bahia. Tem origem nos povos bantos, que vieram da África, mais especificamente do Congo e de Angola.
 Tradicionalmente o Zambiapunga desfila na madrugada do dia 31 de outubro para o dia 1º de novembro, nos festejos juninos e, sobretudo, nos que envolvem a devoção ao padroeiro da cidade. Porém, uma outra data significativa para a apresentação desta dança ocorre no dia de Todos os Santos, que antecede o feriado de finados. Neste dia em especial, o colorido das roupas usadas na apresentação, representa as boas energias para receber os espíritos com cores e alegria.
 O grupo de Zampiapunga de Nilo Peçanha é formado por cerca de 60 homens que saem mascarados, trajando roupas e capacetes coloridos feitos de papel de seda e cetim. Os sons, que são tocados nestes eventos culturais, são extraídos de instrumentos como enxadas, tambores, cuícas (berra boi) e búzios - ferramentas utilizadas pelos escravos no dia a dia de seus trabalhos nas lavouras e nos remanescestes de quilombos que ainda hoje existem nesta região.
Este grupo tem no total 120 integrantes, sendo 70 adultos e 50 crianças e adolescente entre 10 e 18 anos (estes últimos fazem parte do Zambiapunga mirim). Uma curiosidade do grupo é o laço de parentesco que existe entre eles, já que a grande maioria faz parte de um mesmo núcleo familiar. Dessa forma, dá-se continuidade a uma tradição herdada de pai para filho originada dos antigos mestres da cultura popular da região.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Eurocentrismo

  1. Esta moda de criar o modelo de beleza Européia, onde a televisão difunde abertamente em um País que a maioria de seus habitantes são Afrodescendentes, e quando o negro faz parte de um programa de TV é o marginal ou empregada doméstica com isto não estou denegrindo a profissão, estou deixando claro o nível de preconceito que há no Brasil.O Eurocentrismo faz muito mal a toda à humanidade, por onde eles passaram deixarão o rastro de destruição, principalmente nos países que eles colonizarão, com isso não quero disseminar o ódio mas deixar claro que o racismo está enraizado na sua cultura, levando o Apartheid na Africa do Sul, o holocausto com os Judeus ,Roma na Palestina Portugal no brasil e mais quatro países Africano e Espanha America do Sul e Central e o México e a França nos Países Africano que colonizarão.O domínio Europeu no mundo foi catastrófico para a humanidade e até hoje sofremos os efeitos deste modo de pensar discriminador e quando começam estabelecer o fenótipo do negro como marginal.A busca por novos territórios e metais preciosos dizimarão muitas civilizações, e quem financiou a revolução industrial ,foram os metais e pedras preciosas Brasileira contrabandeado para Inglaterra e as que foram para Portugal e o pau de cor (pau brasil) que era utilizado para pigmentar os tecidos da elite Europeia, depois o nosso açúcar e café.
  2. Com o advento do capitalismo eles foram em busca de núcleos produtivo, invadirão alguns países Africano, como por exemplo a França na Argélia, a Inglaterra na Africa do Sul, buscando a expansão dos seus territórios, escravizavam os povos no seu próprio país,não precisando mais do navios negreiros, segundo Maquiavel quando chegavam nas novas terras eles aniquilavam os lideres políticos e depois dominavam a população.
  3. Segundo Charles Darwin (evolucionista) evoluímos dos  macacos,  porém segundo a Bíblia somos filho do mesmo criador, Deus é a essência da alma, a única diferença é só a cor da pele,nós seres humanos nascemos livres a ambição humana fizeram semelhantes escravos, e o que é mais interessante é que o mesmo que foi escravizado reproduz a fala da classe dominante, temos que procurar um forma de coibir as praticas racista no nosso país.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Origem do Serviço Social

Em 1844, Karl Mager tematizou a questão da "pedagogia social" na publicação alemã Pädagogischen Revue[2] . Na prática, a profissão surge em Londres, Inglaterra, e em 1898, na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos. Com a ascensão da sociedade burguesa e o aparecimento de classe sociais, a burguesia (classe social dominante) necessitava de um profissional que cuidasse da área social assistindo a classe proletária. Dessa forma, a classe dominante exerceria um certo controle sobre os proletários. No momento, não existia uma metodologia ou teoria acerca da profissão ou o que era a mesma. Há também uma herança intelectual franco-belga[3] que influencia nas explicações sobre o surgimento do serviço social, principalmente no período do Primeiro Pós Guerra e que data do final do século XIX. Na literatura em questão (VERDÈ-LEROUX, 1986), surge em 1911 a École Normale Sociale (católica) e, em 1912, a École Pratique de Service Social (protestante).


O serviço social é uma profissão "inscrita na divisão social do trabalho, situa-se no processo de reprodução das relações sociais"[1] A emergência dessa profissão no Brasil data da década de 1930 e atualmente está vinculada ao campo das ciências sociais aplicadas cujo objeto de intervenção são as expressões multifacetadas da questão social e/ou do problema social. Dispõe do contributo de diversas ciências afins sociologia, psicologia, economia, ciência política, antropologia, direito, ética, estatística. O serviço social é uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das ciências humanas e sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da “questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho.

O/A assistente social tem obrigatoriamente um registro no Conselho Regional de serviço social e o/a bacharel em serviço social é uma pessoa que não está inscrito(a) nesse órgão de orientação e fiscalização do exercício profissional. Esse(a) profissional qualificado(a) com competências de nível superior atua de maneira privilegiado em diversos espaços sócio-ocupacionais. Apresenta uma intervenção investigativa, através da pesquisa e análise da realidade social, atua na formulação, execução e avaliação de serviços, programas e políticas sociais que visam a preservação, defesa e ampliação dos direitos humanos e a justiça social.

Como campos de atuação profissional podem ser citados: equipamentos da rede de serviços sociais, sejam eles rurais ou urbanos, nas organizações públicas, em empresas privadas, fábricas, nas organizações não governamentais, entidades filantrópicas sem fins lucrativos, Organizações Social (OSs), Fundações privadas e etc. Assistentes sociais trabalham em unidades de saúde, estabelecimentos escolares, creches, abrigos, presídios, centros de convivência e de referência, universidades, clubes esportivos; nas administrações municipais, estaduais e federais; nos serviços de proteção judiciária; no âmbito das forças armadas, nos conselhos tutelares e de direitos, na gestão e planejamento; nos movimentos sociais; nas instâncias de defesa e de representação política, dentre outras.

O serviço Social e o Capitalismo

O capitalismo financeiro está fortemente projetado na sociedade contemporânea, 
interruptamente altera sua ordem sócio- política, econômica e cultural.
Nesse complexo de causalidades há um redimensionamento da questão social repondo
novas expressões. Inserido nesse cenário o serviço social tem ocupado um papel muito
importante na arena política dos países em desenvolvimento, no que se refere as mazelas
sociais que os norteia, damos maior enfoque ao pauperismo, exploração na divisão sócio –
técnica do trabalho, desemprego, subemprego e a precarização de condições de vidas. Os
profissionais do Serviço Social estão atuando na implantação e execução de políticas sociais
públicas, no âmbito do estado. Pretendemos com esse trabalho fazer um breve estudo,
sobre como está caracterizado, estruturado e fundamentado. O Serviço Social na sociedade
contemporânea e sua direção social.

Serviço social na atualidade e as mudanças na sociedade contemporânea


Processo de mudança ocorreu também no serviço Social

A sociedade vem passando por mudanças, em transformações sócio – culturais, em novas demandas para profissões antigas e o surgimento de novas profissões.
Mas no que isso implica na prática?
Essas mudanças sociais que vimos implicam em uma nova organização do trabalho, surgimentos de funções, extinção de profissões e principalmente exigem dos trabalhadores mais qualificação, construção de novas competências, estar aberto e atento ao que ocorre na sua volta, não só no que se refere especificamente ao seu cargo ou função, mas também ter a capacidade de desenvolver um olhar sistêmico sobre todas as transformações sociais – culturais – econômicas que ocorrem no mundo.
Tal processo de mudança ocorreu também com no serviço Social. Na década de 70 a mudança no campo das profissões foi muita significativa e foi sentida pelas classes trabalhadoras e pelo proletariado vigente na época.
Essas transformações são provocadas por uma mudança estrutural no conjunto de valores, crenças, e ideais de uma sociedade em todas as áreas destacando o setor da economia. Em todos os países observou-se uma diversificação, fragmentação e complexificação do trabalho. Esses fatores são os responsáveis pela criação de um abismo cada vez maior entre profissionais qualificados e não qualificados, mulheres e homens, jovens e velhos e outras diferenciações possíveis e imagináveis.
Surge desde então, novos padrões, novas formas de ver e pensar o mundo, novas formas de consumo, novas estruturas familiares, novas formas de relações humanas. No trabalho, surge o conceito de “just in time”, ou seja, um melhor aproveitamento do tempo no processo produtivo.
As formas de gestão nas organizações também mudaram. Foram mudanças drásticas, significativas e que implicaram diretamente na vida das pessoas, nas relações interpessoais e na forma de organização e estruturação destas relações.
Uma das grandes mudanças se refere ao avanço da tecnologia e da inserção desta no processo industrial produtivo. Diminuiu o número de operários nas fábricas, e aumentou o número de processos automatizados baseados em princípios da robótica e computação. Esse foi um dos elementos que passou a exigir do trabalhador uma maior qualificação, o capacitando para manusear as máquinas computadorizadas e também a sair do “chão de fábrica" e passar a trabalhar dentro dos escritórios, em funções administrativas. Além da qualificação, passou-se a exigir dos trabalhadores novas atitudes, sendo capacidade de visão sistêmica e multifuncionalidade.
Dessa forma, surgiu uma nova classe de trabalhadores, os terceirizados, subcontratados, autônomos, profissionais sem direitos assegurados contratados por pequenas e médias empresas que não podem comportar os salários e seus encargos, mas necessitam de mão-de-obra qualificada para exercer a função.

Contribuição de Max Weber para Serviço Social

Max Weber ajudou-nos a compreender a natureza da sociedade,Weber também considerava que a sociedade era    composta por várias camadas e não apenas duas e que, nesta divisão, havia outros fatores importantes, para além dos materiais.Max Weber foi filósifo negando a filosofia para ele bastava a história para fundamentação da objetividade do pensamento social e que a sociedade moderna eram formadas a partir de uma profunda diversidade social e o seu estudos trabalhos em ação social entende-se a conduta humana a partir podemos compreender  o social
As suas primeiras obras refletem as inquietações de um historiador jovem que se preocupava com o desenvolvimento e a decadência da vida social tem significado e especificidade as ações sociais dos indivíduos interagindo dão a dinâmica da vida social.  O indivíduo é subordinado pela sociedade condicionado pela consciência coletiva Sociedade é fruto do desenvolvimento histórico e cada qual tem. A tarefa do cientista rejeita a maioria das proposições do positivismo, seu objetivo era descobrir os possíveis sentidos das ações humanas presentes na realidade social que lhe interesse estudar. O cientista deverá estar atento o tempo todo, deixando seus preconceitos e subjetividade, ele mesmo faz parte daquilo que ele está julgando, portanto trata-se de um compromisso ético de

Ação social

A Sociologia tem como objeto a conexão de sentido das ações. Nas Ciências Sociais, por se tratar de intervenção de fenômenos espirituais, a compreensão é diferente do conhecimento das Ciências da Natureza. Nas Ciências Sociais, o conhecimento dos fenômenos deve levar em conta a sua significação cultural. Entretanto, essa significação não pode ser deduzida de um sistema de conceitos de leis e, também, não pode ser justificada nem explicada por ele. Em contrapartida, a significação requer a relação dos fenômenos culturais com idéias de valor. No sentido empregado por Weber, a Sociologia deve compreender de maneira interpretativa a ação social, e sua explicação deve levar em conta seu curso e seus efeitos. O autor afirmou que a distinção entre a orientação pelo comportamento alheio e o sentido da ação não pode ser verificado claramente. Entretanto, conceitualmente podiam ser separados para diferenciar o que se trata de um comportamento reativo de uma ação propriamente dita. Apesar de o fato central da Sociologia ser o estudo do curso da ação, esta ciência não se limita apenas a isso.

A Sociologia deve levar em conta a conexão entre os motivos supostos e a orientação real da ação interpretando o seu sentido. Essa interpretação pressupõe o fato de que os indivíduos nem sempre têm um sentido visado concretamente em suas ações. A conexão do sentido das ações só pode ser compreendida na medida em que se pressupõe que ela é resultante do comportamento de um ou vários indivíduos.Weber advertiu que não é qualquer ação que deve ser objeto de estudo da Sociologia. Por isso diferenciou ação de ação social. A ação é definida como um comportamento humano em que os indivíduos se relacionam com um sentido subjetivo. Na ação social a orientação do comportamento do indivíduo leva em conta o comportamento dos outros indivíduos, que podem ser conhecidos ou desconhecidos do indivíduo em questão.

Osvaldo teles

domingo, 6 de setembro de 2015

Olhando para você....olhando para os outros

Nós seres humanos ,temos alguns comportamentos que tendem ao egoismo muitas pessoas ao relacionar-se com outros pessoas,quando falam só as suas ideias prevalece diantes das outras,pensando que o mundo gira em torno de si mesmo esquecendo que existe um outra pessoa no dialogo.Além disso,um grupo de psicologo,que trabalhou em treinamento de relações humanas chegou a conclução de que grande parte do nosso trabalho é feito em contato com outros individuos e que a falta de habilidade e compreenção prejudica a convivencia com as pessoas envolvida,as pessoas que tem essa habilidade são mais eficaz nas relações humanas,ou seja as pessoas só pensam em si mesmo(Como já dizia minha võ falinha pouca meu pirão primeiro)
A impatia é um dos aspecto mais importante nas relações humanas,é a aptidão para sentir o que os outros pensam e sentem,sua maneira de agir em função desses sentimentos,já a simpatia é a capacidade que o individuo tem de compreender a outra pessoa,mas não de sentir o que ela sente.A flexibilidade do comportamento e a maneira de nos conduzir-mos em cada situação e a maneira de nos comportar-mos compreendendo cada situação e sua peculiaridade.
O comportamento do homem pode causar impacto no ambiente em que vivemos ou frequentamos,se as pessoas se auto-avaliarcem,suas ações a atitudes teriam mais flexibilidade num relacionamento interpessoal.A observação é uma das melhores técnica para compreender o comportamento das outras pessoas,dando´lhes oportunidade de expor seus sentimentos e ações no relacionamento com seus semelhantes

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O homem é ser social

O homem não viver sozinho,necessita de um meio social,na busca de poder compartilhar sua existência com os demais,movido pela necessidade de buscar o bem comum.A sociabilidade é inerente ao ser humano e garante a perpetuação de sua história.A convivência social permite-lhe compartilhar experiências e vivências passadas e presentes,bem como projetar realizações futuras mediadas pelo uso continuo que faz da linguagem.E para possibilitar uma convivência harmoniosa,resultado da associação permanente entre indivíduos diferentes.O homem estabelece normas de conduta,promulga leis que regulam a vida em sociedade.E a partir deste ponto de vista,percebemos que o homem além de ser um ser social,é um ser político e fruto do meio em que vive.

A especificidade do assistente social na saude

O Assistente Social, como profissional de Saúde, tem como competências intervir junto aos fenômenos sócios-culturais e econômicos, que reduzem a eficácia dos programas de prestação de serviços no setor, que seja ao nível de promoção, proteção e ou recuperação da saúde.

A pratica profissional dos Assistentes Sociais vem se desenvolvendo e a cada dia tem se tornada uma pratica necessária para a promoção e atenção à saúde. Sua intervenção tem se ampliando e se consolidado diante da concepção de que o processo saúde-doença é determinado socialmente e reforçado pelo conceito de saúde

A atenção à saúde não esta centrada apenas sob o enfoque medico, mas nas diferentes intervenções cujas praticas enfocam a prevenção. A especialização da pratica profissional no trabalho coletivo na saúde evidencia-se, em sua atuação, que não se dá na doença de forma especifica, mas no conjunto de variáveis que a determinam. É no confronto entre o direito do usuário e as normas institucionais que o profissional intervém para assegurar o cumprimento deste direito que é expressão mínima de outros grandes embates que o profissional enfrenta no Setor de Saúde.

Sendo assim, o Assistente Social na àrea de Saúde exerce as seguintes funções:

 Administração do Serviço Social: Coordenar, chefiar e supervisionar as atividades do Serviço Social.
 Assessoramento:A Assistente Social pode prestar assessoria técnica na elaboração de planos, programas e projetos junto à direção, às chefias, equipes multiprofissionais, instituições e população usuária. O assessoramento é pouco utilizado pelo Serviço Social
 Intervenção Social: É uma função ampla, articula-se com as demais funções.É a ação propriamente dita, especifica do Serviço Social. Vai garantir a ação do mesmo dentro dos objetivos propostos pelos profissionais, permitindo o atendimento da população usuária, quer a nível individual, grupas ou comunitária, em consonância com as suas atribuições especificas.
Pesquisa Social: Busca promover o levantamento de dados relacionados com os aspectos sociais, verificar a eficácia da ação profissional, identificar e conhecer a realidade social. Essa função é pouco utilizada
Através desta função o Assistente Social pode propor novas medidas de intervenção.

 Ensino Supervisão: O profissional precisa estar sempre atualizando-se, capacitando-se, não podendo ficar estagnado na instituição. O Assistente Social precisa proporcionar aos estudantes de Serviço Social condições de aprendizagem de acordo com as possibilidades da unidade, tendo em vista as exigências curriculares e as disposições institucionais, participar de treinamentos com profissionais de outras áreas.
 Ação Comunitária: Propiciar a participação em vários níveis da comunidade a serem trabalhadas de modo a fornecer o desencadeamento do processo de desenvolvimento da comunidade
Assistencial: Prestação de serviços concretos visando a solução de problemas imediatos, apresentados pela população usuária dentro dos recursos e créditos institucionais e/ou através de encaminhamentos a recursos da própria instituição. Não dá a idéia de tratamento
 Educação Social: Função importante, porém esquecida. Busca o engajamento do usuário no seu processo saúde-doença, com o objetivo de reforçar ou substituir hábitos. Pode ser a nível individual ou grupal.
Segundo o Ministério, função é atribuição ou conjunto de atribuições conferidas a cada categoria profissional ou proposta individualmente a determinadas atividades.

Algumas das atribuições do serviço social na área de Saúde:

 Discutir com os usuários e /ou responsáveis situações problemas
 Acompanhamento social do tratamento da saúde
 Estimular o usuário a participar do seu tratamento de saúde
 Discutir com os demais membros da equipe de saúde sobre a problemática do paciente, interpretendo a situação social do mesmo.
 Informar e discutir com os usuários acerca dos direitos sociais, mobilizando-o ao exercício da cidadania.
 Elaborar relatórios sociais e pareceres sobre matérias especificas do Serviço Social
 Participar de reuniões técnicas da equipe interdisciplinar
 Discutir com os familiares sobre a necessidade de apoio na recuperação e prevenção da saúde do paciente.
Os problemas emocionais decorrentes do impacto da internação, afastamento de seus familiares, e conseqüentemente prognostico, e mais uma série de atores no internamento que contribuem para angustiar o paciente.

Sendo assim, vemos a necessidade da atuação do Serviço Social no âmbito Hospitalar, junto à relação paciente internado e sua família, no sentido de amenizar as tensões causadas pela doença e todo o processo de hospitalização.

Em cada acompanhamento feito pelo Assistente Social, é usada uma técnica adequada para tal caso: Catarse, Anamnese Social, Reunião de grupo, entre outras, onde o profissional colhe dados e informações necessárias para um melhor atendimento e /ou percepção das necessidades a serem trabalhadas com o paciente e seus familiares, ao nível de orientação sobre as formas de aceitação e como conviver com uma nova realidade em função de seu diagnostico e a forma como encarar e conviver com tal patologia, a fim de que tenha uma boa recuperação e um acompanhamento ambulatorial para tal caso.

Para que essa diretriz possa ser atingida é necessário que o Assistente Social acompanhe a evolução do paciente, realizando consulta social para dar encaminhamento às situações detectadas, esperando contar com o apoio da equipe multidisciplinar.

Em contato com os familiares, o profissional de Serviço Social toma conhecimento das suas inquietações e receios em relação à saúde do paciente.

Os familiares trazem para o profissional suas dores, queixas e decepções e este por sua vez tem que adquirir subsídios para, aa partir daí, mediar a relação paciente e família, a fim de evitar a rejeição familiar.

Como já visto anteriormente, o Assistente Social no hospital, trabalha na inter-relação com os pacientes internados e sua família.

ERICA BATISTA , FORMANDO-SE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, CURSANDO DUAS PÓS-GRADUAÇÕES: DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR E ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE

A importância da psicologia social

A psicologia social é de fundamental importância no estudo dos fenômenos ,na abordagem do comportamento humano ,estuda a influência do grupo sobre o indivíduo,tendo como objetivos destacar os traços fundamentais do indivíduos humanos.O homem por ser um animal racional, vive em agrupamentos organizados ,onde a psicologia social procura estudar o comportamento do indivíduo dentro do grupo,é uma ciência que traduz no estudo cientifico manifestações comportamentais oriundas desta interação de uma pessoa com outras pessoas,bem como os processos internos  despertados no indivíduo que resultam dessas manifestações.O homem não viver sozinho,necessita de um meio social,na busca de poder compartilhar sua existência com os demais,movido pela necessidade de buscar o bem comum.A sociabilidade é inerente ao ser humano e garante a perpetuação de sua história.A convivência social permite-lhe compartilhar experiências e vivências passadas e presentes,bem como projetar realizações futuras mediadas pelo uso continuo que faz da linguagem.E para possibilitar uma convivência harmoniosa,resultado da associação permanente entre indivíduos diferentes.O homem estabelece normas de conduta,promulga leis que regulam a vida em sociedade.E a partir deste ponto de vista,percebemos que o homem além de ser um ser social,é um ser político e fruto do meio em que vive.

Osvaldo Teles