domingo, 31 de maio de 2015

DESIGUALDADE RACIAL”


As desigualdades raciais constituem um fenômeno antigo no Brasil. No entanto, seu estudo e quantificação são escassos já que é recente a desagregação dos indicadores por raça. Partindo de uma olhada a historia e ao legado da escravidão, o estudo proporciona um exame detalhado de ditas desigualdades na evolução dos principais indicadores relativos às áreas de educação, mercado de trabalho, renda e pobreza, desenvolvimento humano, sobrevivência e mortalidade, condições de moradia e acesso a alguns bens e serviços. No plano das políticas de inclusão racial, a análise releva os benefícios derivados das políticas sociais para o conjunto da população, não obstante, sua ineficácia na redução das desigualdades entre brancos e negros. Examina o papel do Estado e a questão racial desde fins do Império até recentemente, incluindo os esforços anti-discriminação da década dos 80 e começo dos anos 90, as políticas raciais do governo Cardoso, o impacto da Conferência de Durban na divulgação ativa das desigualdades raciais, e, finalmente, o novo governo e a questão racial

Fundamento Histórico

Na origem das extremas desigualdades raciais observadas no Brasil está o fato óbvio de que os africanos e muitos dos seus descendentes foram incorporados à sociedade brasileira na condição de escravos.

A chamada “escravidão moderna” foi uma das formas mais radicais de exclusão econômica e social já inventada pelo homem.

As desigualdades entre as raças observadas no Brasil de hoje nada mais são, portanto, que o resultado cumulativo das desvantagens iniciais transmitidas através das gerações. As políticas de “ação afirmativa” ou “discriminação positiva” são instrumentos de que a sociedade dispõe para compensar essas desvantagens impostas às vítimas da escravidão e seus descendentes, com o objetivo de colocá-los na mesma condição competitiva que os outros segmentos da sociedade. Numa linguagem bem direta, pode-se dizer que se trata apenas de “pagar os atrasados” ou de “recuperar o tempo perdido”. “Tratar desigualmente os desiguais para promover a igualdade”

Desigualdade Racial

A desigualdade racial sobre dois aspectos, ela pode ser sinônima de diversidade étnica, ou seja, existem brancos, pretos e mestiços, ou pode entender de uma forma menos literal, onde o branco possui, em geral, melhores condições econômicas e sociais, enquanto o negro é marginalizado, pobre e vitima de uma historia vergonhosa de escravidão.

Certo grupo étnico não tem as mesmas condições de se elevar ou melhorar socialmente no Brasil "democrático”, negros, mestiços, mulatos, caboclos, índios e etc... São discriminados na hora de arrumar emprego, e como a maioria vêm de origens pobres, tem baixa escolaridade, o que impede de entrar nas melhores faculdades.

Atitudes cruéis, e maneiras estúpidas de julgar as pessoas pela cor da sua pele. Não podemos negar que muitas vezes achamos mais provável um bandido ser negro, mas isso não tem o maior fundamento. A raça não mostra o caráter ou a personalidade de uma pessoa. Somos diferentes na cor da pele, mas somos todos iguais e temos nossos direitos.

O negro é a maior parte de toda essa discriminação, pela sociedade uma população de negros é uma população pobre, sem desenvolvimento, já os brancos são diferentes pelos olhos do povo, em população de brancos é uma população rica, desenvolvida. Muitas vezes várias pessoas são julgadas pela cor, mas nem sempre a cor significa a formação, o caráter da pessoa ou personalidade. Negros sofrem muitas vezes racismo, são trocados por brancos em cargo de trabalho que nem sempre tem a capacidade de ocupar esses cargos. Hoje foram impostas diversas leis para torna esses direitos iguais, e racismo é crime. Em alguns lugares é proibida a entrada de negros e já aconteceram várias reivindicações para mudar a forma que o negro é visto e passar a ser vistos de outra maneira. Nos últimos anos foram tomadas diversas precauções para que essas diferenças entre negros e brancos, aos poucos esse preconceito está diminuindo, mas falta muito para ser acabado. Todos nós temos um pouco dessa desigualdade, porque nós fomos educados dessa maneira, que a pessoa mais

bela é aquela que tem os olhos azuis e é branca, que uma pessoa de respeito na sociedade em que vivemos é uma pessoas branca, mas se nós formos educados de outra maneira nós teremos outro pensamento. Sabemos por meio de comunicação que os negros estudam menos, tem mais dificuldade de ingressar em faculdades de valor, ocupam cargos de trabalho menos valorizado e é uma grande parte da população carente. Os brancos também sofrem discriminação em sociedade de negro e muitas vezes ficam impondo apelidos ofensivos uns aos outros.

Pessoas de raças diferentes (branco ou negro) não deveriam ser tratadas com diferenças até porque beleza não define ninguém, e sim uma pessoa que tem caráter, honestidade e conhecimento. Na antiguidade os escravos eram negros e quem mandava neles eram os brancos até hoje a sociedade tem esse ponto de vista critica. Essa educação tem que começar primeiro dentro de casa, depois na escola mostrando a todos que apesar da diferença da cor, somos todos iguais.

Racismo - Preconceito

Ao longo da história, a crença na existência de raças superiores e inferiores -- racismo -- foi utilizada para justificar a escravidão ou o domínio de determinados povos por outros.

Racismo é a convicção de que existe uma relação entre as características físicas hereditárias, como a cor da pele, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. A base, mal definida, do racismo é o conceito de raça pura aplicada aos homens, sendo praticamente impossível descobrir-lhe um objeto bem delimitado. Não se trata de uma teoria científica, mas de um conjunto de opiniões, além de tudo pouco coerentes, cuja principal função é alcançar a valorização, generalizada e definida, de diferenças biológicas entre os homens, reais ou imaginárias.

O racismo subentende ou afirma claramente que existem raças puras, que estas são superiores às demais e que tal superioridade autoriza uma hegemonia política e histórica, pontos de vista contra os quais se levantam objeções consideráveis. Em primeiro lugar, quase todos os grupos humanos atuais são produto de

mestiçagens. A constante evolução da espécie humana e o caráter sempre provisório de tais grupos tornam ilusória qualquer definição fundada em dados étnicos estáveis. Quando se aplica ao homem o conceito de pureza biológica, confunde-se quase sempre grupo biológico com grupo lingüístico ou nacional.

Um primeiro estágio de racismo confunde-se com a xenofobia: determinado grupo social hostiliza um estranho por considerar nefasto todo contato fora do grupo social, o qual tira sua força da homogeneidade e da aceitação entre seus membros das mesmas regras e princípios, recusados ou desconhecidos pelo elemento exógeno. Em outro nível, tal repúdio é justificado pela diferença física, que se torna o suporte do componente racista.

Negros são discriminados nos mercados de trabalho

O Brasil é o segundo país com mais habitantes negros no mundo, atrás apenas da Nigéria. A população brasileira, estimada em 184,4 milhões de pessoas, tem pelo menos 91 milhões que se declararam de cor preta ou parda, ao responder à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do IBGE. Mas, apesar de significativo, esse contingente esconde realidades perversas – muitas expressas por alguns indicadores sociais. No mercado de trabalho, os números são reveladores da situação do negro na sociedade brasileira: na esmagadora maioria, trata-se de um cidadão que vive sempre à margem e em desvantagem devido à discriminação e ao preconceito.

O quadro de desigualdade social registrado pelo levantamento tem raízes históricas. “A falta de políticas para a incorporação dos ex-escravos ao mercado de trabalho assalariado e a dificuldade de acesso aos serviços de educação e saúde colocaram essa população à margem dos progressos da sociedade brasileira, contribuindo para as origens da pobreza e da desigualdade enfrentadas pelos negros”, constatam os autores do estudo.

No mercado de trabalho, a segregação dos negros torna-se ainda mais evidente quando se observam os indicadores de emprego, rendimento e qualidade de ocupação. De acordo com a análise dos técnicos do DIEESE, a inserção

desvantajosa dos negros no mercado está relacionada com sua baixa escolaridade, devido à dificuldade de acesso à educação regular e a pobreza vivida pela maioria da população negra, que, não à toa, sempre se encontra numa situação mais vulnerável em relação à dos não-negros (brancos e amarelos). A proporção de mulheres negras ocupadas em condições desfavoráveis de trabalho é ainda mais elevada.

Mulher negra é duplamente discriminada no trabalho

A mulher negra é duplamente discriminada --por ser mulher e por ser negra-- no mercado de trabalho. Pesquisa do DIESSE (Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos) mostra que o desemprego é maior para as negras do que para as não-negras (brancas e amarelas). Além disso, as negras que saíram do desemprego ainda recebem os menores salários do mercado. A discriminação entre homens e mulheres no mercado de trabalho é maior para as negras. “A situação da mulher negra não é melhor quando ela consegue se inserir no mercado de trabalho ela acaba ocupando as vagas menos valorizadas, como o emprego doméstico e no setor de serviços, que são mais precárias e pagam salários menores.” De acordo com a pesquisa do DIESSE, 30% das mulheres negras ocupadas da região metropolitana estão no emprego doméstico. Apenas 13% das brancas estão no mesmo tipo de ocupação. Mesmo no setor público, onde as contratações são feitas por concurso público e sem o peso da discriminação, a ocupação é maior para as não-negras. "Não vai haver um Brasil melhor enquanto houver dois países: um branco e outro negro. Não adianta se indignar com os dados de discriminação da pesquisa e depois fazer de conta que não é nada", disse a representante da CUT no Dieese Negro tem menos acesso à saúde pública e é mais discriminado

Além de ter menos acesso os planos de saúde do que os brancos, os negros também sofrem uma "discriminação institucionalizada" nos serviços públicos brasileiros. "De alguma forma, os serviços do Estado reproduzem o preconceito de

parte da sociedade. Pesquisas mostram que, nos locais onde a maior parte da população é negra, o serviço tende a ser pior",

Políticas públicas que lidam com desigualdade no país, diz que partes dos médicos dão tratamento diferenciado a indivíduos brancos e negros, mas não apenas em serviço de saúde público como também no privado.

Na perspectiva dos direitos humanos, a saúde é reconhecida como o conjunto de condições integrais e coletivas de existência, influenciado por fatores políticos, culturais, socioeconômicos e ambientais. Nesse sentido é impossível deixar de considerar o avanço inegável da instituição da saúde como direito de todos (as) e dever do Estado

(artigo 196 da Constituição Federal), entretanto, a garantia legal ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde não tem assegurado aos negros o mesmo nível, qualidade de atenção e perfil de saúde apresentado pelos brancos. Indígenas, negros e brancos ocupam lugares desiguais nas redes sociais e trazem consigo experiências também desiguais ao nascer, viver, adoecer e morrer.

Ação afirmativa

A ação afirmativa representa intervenções públicas e também privadas utilizadas para, através de um tratamento preferencial, garantir a participação de grupos historicamente discriminados nas áreas onde essa discriminação os impede de participar. São medidas discriminatórias, daí visam a atacar os efeitos negativos da discriminação de raça, etnia, gênero, religião, por compleição física, origem etc.

Entre as medidas já adotadas no Brasil para ampliar o acesso dos estudantes negros às universidades, estão à reserva de cotas em universidades públicas, os pré-vestibulares específicos, isenção de taxa de inscrição no vestibular, políticas de bolsas para universidades privadas. As cotas nas universidades são as medidas de ação afirmativa que possuem maior repercussão na sociedade.

O papel das políticas públicas de ação afirmativa para negros

Apesar de existirem resistências por parte de muitos brasileiros em tratar os problemas sociais do Brasil no âmbito da discriminação racial, não se pode olvidar que essa discriminação persiste desde o fim da escravidão e se recria no cotidiano, gerando sequelas que afetam as relações sociais e permeiam a forma de convivência no país. Isso porque não se pode esquecer o papel do Estado, que atua como regulador social, com a atribuição de buscar mecanismos de promoção da igualdade de oportunidades para todos, visando, por fim, estabelecer a justiça social e garantir a convivência pacífica de todos em sociedade. As decisões estatais resultam por pautar a vida de cada cidadão, de forma que a atuação administrativa, política, legislativa ou jurisdicional delimita a conduta que as pessoas poderão ou não ter. É o Estado que, com suas decisões imperativas, dita as normas de conduta, as normas organizacionais, cria situações novas ou regulamenta situações já existentes, dando-lhes a característica de certeza.

Mais que garantir a ordem social e jurídica, o Estado deve pautar suas ações também no sentido de que prevaleçam os direitos humanos em uma sociedade onde os cidadãos tenham a possibilidade de realização pessoal. O Estado é o supremo e legal depositário da vontade social e fixa a situação de todas as outras organizações. Assim, o papel do Estado diante de questões como a implantação de medidas de ação afirmativa para negros é fundamental, pois, ainda que as iniciativas não estejam restritas ao âmbito estatal, na lógica da supremacia em que está inserido, conclui-se que tudo quanto restar fora do seu controle é feito com sua permissão. Os objetivos do Estado são os de ordem e
defesa social, por conseguinte, ele deve buscar adotar todos os meios para estabelecer a justiça social. Diante desta constatação, subentende-se e supõe-se que o Estado procede buscando realizar o bem público.

Propiciar o bem estar da sua população é um objetivo do Estado, do qual o Poder Executivo, através de políticas públicas, não pode eximir-se. Não se trata de utopia; é esse o fim a ser alcançado, ou ao menos, incessantemente almejado, cabendo a toda a sociedade pressionar os poderes públicos para que cumpram esse dever. A atuação de todos os Poderes do Estado deve se direcionar para a

construção de uma sociedade justa e igualitária. “na justiça como equidade, a sociedade é interpretada como um empreendimento cooperativo para a vantagem de todos”. Ainda que, em muitas ocasiões, a ideia do Estado em busca do bem comum apresente-se como romântica e inatingível, não é possível dispor dessa dimensão estatal. Não é mais admissível que o Estado permaneça inerte enquanto uma parte da população tenha que realizar um esforço muito maior, em busca de oportunidades muito menores, principalmente quando se considera que o Estado possui responsabilidade nas origens dessa situação desigual. Ademais, abandonado o individualismo, a República Federativa do Brasil preocupa-se com a garantia dos direitos fundamentais e com a construção de relações sociais equânimes.

É importante atentar que a utilização de políticas específicas para a população negra não exime o Estado de políticas universalistas. O que se reconhece é que, adotar somente políticas universais que sejam cegas às questões raciais, resulta por manter intactas as desigualdades raciais. Não se desconhece que essas políticas públicas de saúde, educação, ampliação da proteção social entre outras beneficiam brancos e negros. Contudo, não alteram o padrão de desigualdade, permanecendo os negros sempre na base da pirâmide social. Para melhorar a situação de vida A importância de políticas públicas de ação afirmativa para negros no Brasil dessa parcela da população, o que representa um ganho para toda a nação, é imprescindível associar políticas universais com políticas de ação afirmativa. Ademais, a expectativa é que, em médio prazo, as políticas governamentais, sejam elas de qualquer área, incorporem a redução das desigualdades raciais como um dos seus objetivos. Uma nação plural, como a nação brasileira, deve possuir uma política de Estado de combate à discriminação e de promoção da igualdade, a partir do reconhecimento que a profunda desigualdade racial que contamina o país é um entrave à consolidação da democracia no país e ao desenvolvimento econômico de toda a nação.

História do Dia Nacional da Consciência Negra

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.

Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importante está sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de

disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

Conclusão


Concluí-se, assim, que políticas sociais de combate às desigualdades entre estes grupos devem focar-se nos pontos citados anteriores. A minimização dos diferenciais inter-raciais pede um enfoque na desigualdade educacional, de forma a diminuir a defasagem dos negros. Para tanto, é necessário um sistema que viabilize a interrupção do ciclo de transmissão interracial da desigualdade educacional. Também é necessária uma política de incentivos à educação, para fazer com que a estrutura de escolha educacional de negros se torne mais próxima a dos brancos. Parte das diferenças se deve a forma diferenciada da escolha educacional. Somente somando estes dois fatores será possível alcançar uma condição de igualdade, pelo menos, no que concerne à educação.

Osvaldo Teles

Serviço Social


É uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da “questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho. Inserido nas mais diversas áreas (saúde, previdência, educação, habitação, lazer, assistência social, justiça, etc) com papel de planejar, gerenciar, administrar, executar e assessorar políticas, programas e serviços sociais, o assistente social efetiva sua intervenção nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, por meio de uma ação global de cunho sócio-educativo e de prestação de serviços.
É uma das poucas profissões que possui um projeto profissional coletivo e hegemônico, denominado projeto ético – político, que foi construído pela categoria a partir das décadas de 1970 –1980 e que expressa o compromisso da categoria com a construção de uma nova ordem societária, mais justa, democrática e garantidora de direitos universais. Tal projeto tem seus contornos claramente expressos na Lei 8.662/93, no código de Ética Profissional – 1993 e nas Diretrizes Curriculares.
A profissão de assistente social surgiu no Brasil na década de 1930. O curso superior de Serviço Social foi oficializado no país pela lei nº 1889 de 1953. Em 27 de agosto de 1957, a Lei 3252, juntamente com o Decreto 994 de 15 de maio de 1962, regulamentou a profissão. Em virtude das mudanças ocorridas na sociedade e no seio da categoria um novo aparato jurídico se fez necessário de forma a expressar os avanços da profissão e o rompimento com a perspectiva conservadora. Hoje a profissão encontra-se regulamentada pela Lei 8.662 de 07 de junho de 1993 que legitima o Conselho Federal de Serviço Social e Conselhos Regionais. E, fundamentalmente, define em seus artigos 4º e 5º, respectivamente, competência e atribuições privativas do assistente social.
Além da Lei, contamos também com o Código de Ética Profissional que veio se atualizando ao longo da trajetória profissional. Em 1993, após um rico debate com o conjunto da categoria em todo o país, foi aprovada a quinta versão do Código de Ética Profissional, instituída pela Resolução 273/93 do CFESS.
O Código representa a dimensão ética da profissão, tendo caráter normativo e jurídico, delineia parâmetros para o exercício profissional, define direitos e deveres dos assistentes sociais, buscando a legitimação social da profissão e a garantia da qualidade dos serviços prestados. Ele expressa a renovação e o amadurecimento teórico-político do Serviço Social e evidencia em seus princípios fundamentais o compromisso ético-político assumido pela categoria.

A emergência e institucionalização do Serviço Social como especialização do trabalho ocorre nos anos 20 e 30, sob influência católica européia. Com ênfase nas idéias de Mary Richmond e nos fundamentos do Serviço Social de Caso, a técnica está a serviço da doutrina social da Igreja.
Nos anos 40 e 50 o Serviço Social brasileiro recebe influência norte-americana. Marcado pelo tecnicismo, bebe na fonte da psicanálise, bem como da sociologia de base positivista e funcionalista/sistêmica. Sua ênfase está na ideia de ajustamento e de ajuda psico-social. Neste período há o início das práticas de Organização e Desenvolvimento de Comunidade, além do desenvolvimento das peculiares abordagens individuais e grupais. Com supervalorização da técnica, considerada autônoma e como um fim em si mesma, e com base na defesa da neutralidade científica, a profissão se desenvolve através do “Serviço Social de Caso”, “Serviço Social de Grupo” e “Serviço Social de Comunidade”.
Nos anos 60 e 70 há um movimento de renovação na profissão, que se expressa em termos tanto da reatualização do tradicionalismo profissional, quanto de uma busca de ruptura com o conservadorismo. O Serviço Social se laiciza e passa a incorporar nos seus quadros segmentos dos setores subalternizados da sociedade. Estabelece interlocução com as Ciências Sociais e se aproxima dos movimentos “de esquerda”, sobretudo do sindicalismo combativo e classista que se revigora nesse contexto.
O profissional amplia sua atuação para as áreas de pesquisa, administração, planejamento, acompanhamento e avaliação de programas sociais, além das atividades de execução e desenvolvimento de ações de assessoria aos setores populares. E se intensifica o questionamento da perspectiva técnico-burocrática, por ser esta considerada como instrumento de dominação de classe, a serviço dos interesses capitalistas.
Com os “ventos democráticos” dos anos 80, inaugura-se o debate da Ética no Serviço Social, buscando-se romper com a ética da neutralidade e com o tradicionalismo filosófico fundado na ética neotomista e no humanismo cristão. Assume-se claramente no Código de Ética Profissional, aprovado em 1986, a ideia de “compromisso com a classe trabalhadora”. O Código traz também outro avanço: a ruptura com o corporativismo profissional, inaugurando a percepção do valor da denúncia (inclusive a formulada por usuários). No âmbito da formação profissional, busca-se a ultrapassagem do tradicionalismo teórico-metodológico e ético-político, com a revisão curricular de 1982. Supera-se, na formação, a metodologia tripartite e dissemina-se a ideia da junção entre a técnica e o político. Há ainda a democratização das entidades da categoria, co, a superação da lógica cartorial pelo Conjunto CFESS/Cress, que conquista destaque no processo de consolidação do projeto ético-político do Serviço Social.
Nos anos 90, se verifica no âmbito do Serviço Social os efeitos do neoliberalismo, da flexibilização da economia e reestruturação no mundo do trabalho, da minimalizarão do Estado e da retração dos direitos sociais. O Serviço Social amplia os campos de atuação, passando a atuar no chamado terceiro setor, nos Conselhos de Direitos e ocupa funções de assessoria entre outros. Discutindo a sua instrumentalidade na trajetória profissional, ressignifica o uso do instrumental técnico-operativo e cria novos instrumentos, como mediação para o alcance das finalidades, na direção da competência ética, política e teórica, vinculada à defesa de valores sócio-cêntricos emancipatórios. Partindo do pressuposto da necessidade da capacitação continuada, o Serviço Social busca a ultrapassagem da prática tecnicista, pretensamente neutra, imediatista ou voluntarista.
Nos anos 2000 esta conjuntura provoca novas disputas em torno da questão social e do papel a ser cumprido pelas políticas sociais, verifica-se a proliferação de cursos de graduação privados de baixa qualidade, implementação do ensino de graduação à distância, com prejuízo ao ensino presencial. Reduz-se a capacidade de mobilização em torno de projetos coletivos, o que gera novos desafios para a luta pela consolidação dos direitos da população usuária dos serviços prestados pelos assistentes sociais.
Esses elementos apontam para a necessidade de fortalecer o projeto ético-politico profissional, que vem sendo construído pela categoria há mais de três décadas.

Há um Código de Ética do Assistente Social?
Sim. O Serviço Social já teve diversos Códigos de Ética (1947, 1965, 1975 e 1993) que expressam os diferentes momentos vivenciados pela profissão (cf. Barroco, 2001 e Forti, 2005). O Código de Ética atual afirma os princípios fundamentais da profissão e dispõe sobre direitos e deveres do profissional, bem como dos parâmetros éticos nas relações com usuários, outros profissionais, com a Justiça, com Empregadores, dentre outros.
O Código de Ética deve ser conhecido e respeitado por todo profissional em exercício, bem como pelos estudantes de Serviço Social. A fiscalização quanto ao cumprimento dos deveres profissionais cabe aos CRESS.
O Código de Ética atualizado e aprovado em 1993 expressa o projeto profissional contemporâneo comprometido com a democracia e com o acesso universal aos direitos sociais, civis e políticos.

11 princípios do Código de Ética:

Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes - autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais;
Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do auto­ritarismo;
Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis sociais e políticos das classes trabalhadoras;
Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da par­ticipação política e da riqueza socialmente produzida;
Posicionamento em favor da eqüidade e justiça social, que assegure uni­versalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e polí­ticas sociais, bem como sua gestão democrática;
Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discrimina­dos e à discussão das diferenças;
Garantia do pluralismo, através do respeito às correntes profissionais de­mocrática existente e suas expressões teóricas, e compromisso com o constante aprimoramento intelectual;
Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação-exploração de classe, etnia e gênero;

Osvaldo Teles    

sábado, 30 de maio de 2015

O método sociológico de Durkheim


Durkheim parte da idéia fundamental de Comte de que a sociedade deve ser vista como um organismo vivo. Também concordava com o pressuposto de que as sociedades apenas se mantém coesas quando de alguma forma compartilham sentimentos e crenças comuns. Entretanto critica Comte na sua perspectiva evolucionista, pois entende que os povos que sucedem os anteriores não necessariamente são superiores, apenas são diferentes em sua estrutura, seus valores, seus conhecimentos, sua forma organizacional. Entende que a seqüência das sociedades adapta-se melhor a semelhança de uma árvore cujos ramos se orientam em sentidos opostos que uma linha geométrica evolucionista. Também Spencer foi alvo de críticas porquanto Durkheim que, de forma geral, estendeu esta crítica a uma série de outros pensadores. Segundo Durkheim muitos sociólogos trabalhavam não sobre o objeto em si, mas de acordo com a idéia pré-estabelecida acerca do fenômeno. Assim, ele entendia que a perspectiva de analise de Spencer não definia sociedade e sim contemplava sua visão particular de como efetivamente eram as sociedades. Também ponderou como ser possível encontrar a fórmula suprema da vida social quando ainda ignorava-se as diferentes espécies de sociedades, suas principais funções e suas leis. Como então empreender-se em um estudo da evolução das mesmas quando não se sabe exatamente o que são e a que vieram.

O Programa Fome Zero

O Programa Fome Zero é um programa do Governo Federal que visa garantir a segurança alimentar da população brasileira. O Fome Zero foi criado para combater a fome e as causas estruturais que geram a exclusão social. Garantir a segurança alimentar significa garantir as condições para que todas as famílias tenham condições de se alimentar dignamente e de forma permanente, com quantidade e qualidade adequadas. O Fome Zero é amparado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que tem caráter consultivo e é um instrumento de articulação entre governo e sociedade civil na proposição de diretrizes para políticas e ações na área da alimentação e nutrição. O Conselho vai estabelecer um diálogo permanente entre o Ministério de Segurança Alimentar e Combate à Fome, os demais ministérios e a sociedade para a definição de prioridades.

Ao todo são 62 conselheiros – 13 ministros de Estado, 11 observadores e 38 personalidades da sociedade organizada – nomeados pelo Presidente da República, com mandato até meados de 2004. Estudo recente, desenvolvido pelo Instituto da Cidadania, estima que, em 1999, havia cerca de 44 milhões de brasileiros abaixo da linha de pobreza, sujeitos à fome. Entre estes, os grupos sociais mais freqüentes são pequenos agricultores, trabalhadores domésticos, trabalhadores sem carteira assinada e desempregados. A estimativa do Instituto mostra ainda que 9% dessas pessoas estão na Região Norte, 50% na Região Nordeste, 26% na Região Sudeste, 10% na Região Sul e 6% na Região Centro-Oeste.

O estudo mostra também que 20% dos mais pobres do país vivem nas áreas metropolitanas, 45% nas áreas urbanas não metropolitanas e 34% nas áreas rurais. Há componentes específicos que clamam pela necessidade de um programa específico de garantia da segurança alimentar. Em primeiro lugar, porque a alimentação é um direito básico de cidadania. O Estado deve garantir, no mínimo, condições para que as famílias se alimentem dignamente. Este é o compromisso ao Direito Humano à Alimentação. Outro aspecto fundamental é que a fome é conseqüência da pobreza, mas também é sua causadora. A fome prejudica a capacidade de aprendizado das crianças, reduz a produtividade de adultos ativos, faz com que as pessoas fiquem mais suscetíveis a doenças e provoca a morte prematura, perpetuando a pobreza e impedindo o crescimento econômico. A fome passa de uma geração para outra, no momento em que mães desnutridas concebem filhos com peso abaixo do normal.

Histórico do combate à fome no Brasil

Não é a primeira vez que um governo mostra preocupação em combater a fome no Brasil.

A ação pioneira nesse sentido ocorreu ainda no século XIX para enfrentar os efeitos da seca de 1877/89 que assolou o Nordeste e foi responsável por mais de 500 mil mortes. Nessa época havia o discurso de que o atraso do Nordeste decorria da escassez e má distribuição das chuvas, aliadas ao descaso do governo central. Assim, o problema estaria resolvido quando o Estado nacional fortalecesse, economicamente, a região, no sentido de minimizar os efeitos da estiagem sobre a população. As primeiras ações do governo não se restringiram apenas a doação de alimentos, mas também à construção de obras como poços, açudes, ferrovias e rodovias, que deveriam dotar a região de uma infra-estrutura e, ao mesmo tempo, gerar emprego. Também no rol das medidas propostas no século passado, estava a construção de um grande canal – o São Francisco/Jaguaribe – que transportaria a água do Rio São Francisco para o semi-árido cearense. A fome nunca foi aceita pelas elites como obra de um autor implacável: a desigualdade social. A subalimentação resultaria da pouca disposição para o trabalho e da inferioridade mental e genética típica de uma certa miscigenação tropical.

O erro, portanto, não estava na sociedade e sim nas “raças inferiores”. Os famintos eram a causa da fome. Durante o regime militar (1964-85), censurava-se o termo fome, substituído por “desnutrição”. Nos anos 1930, com o avanço da urbanização e as mudanças impostas por uma economia que deixava de ser apenas agrícola para se industrializar, massas pobres invadiram a cena política brasileira. Sindicatos, estudiosos e forças partidárias passam a vocalizar uma outra interpretação para o desafio da miséria e do acesso ao alimento.

A emergência das massas urbanas, a politização da questão social e a crise de desemprego que sucedeu ao crack de 1929, bem como os riscos de desabastecimento trazidos pela II Guerra Mundial levam Getúlio Vargas, em 1940, a criar o salário mínimo, com o objetivo de assegurar uma cesta básica que cubra as necessidades nutritivas do trabalhador acordo com as especificidades regionais.

Não ter fome, portanto, torna-se um conquista constitucional. Ainda em 1940, Vargas cria o Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS), visando garantir alimentação digna e barata à emergente mão-de-obra industrial através da implantação de uma rede pública de restaurantes populares nos grandes centros. Nos anos 60, o debate sobre a fome seria enriquecido pelas discussões em torno das Reformas de Base propostas pela presidência de João Goulart, mas o processo de compreensão do país e de equação de seus gargalos foi abortado com o golpe de abril de 1964. A construção de um projeto de desenvolvimento nacional foi interrompida. A fome foi reconduzida ao arquivo dos temas proibidos. O SAPS foi extinto em 1967, pela ditadura militar. Fecharam-se vários restaurantes populares, sob a alegação de que haviam se transformado em espaços de discussão e efervescência política. Penalizava-se, desse modo, a população mais carente.

O projeto só viria a retornar quase 30 anos depois, na década de 80, ao final da ditadura. A ditadura reduziu a ação do Estado à distribuição pontual de cestas e à ajuda emergencial, muitas vezes composta de excedentes de safra de países ricos, em especial dos EUA. Em 1986, após o fim do regime militar e com o agravamento da inflação e da carestia, ensaiou-se uma retomada das políticas públicas. Destaca-se aí o Programa Nacional de Leite para Crianças Carentes, mais conhecido como o Tíquete do Leite, do Presidente José Sarney. Em que pesem denúncias de desvios, o projeto contribuiu para pelo menos não agravar mais a fome no país. Com a eleição de Fernando Collor, o programa foi extinto em 1991, verificando-se um novo e drástico retrocesso: o Estado, dentro das concepções neoliberais, abdica de qualquer responsabilidade pela sorte das populações carentes. Estampada nas ruas, mas ignorada pelo Estado, a miséria choca e violenta a sociedade. Em 1993, surgem em todo o país comitês de Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, popularizados como "Campanha contra a Fome", e liderados por Herbert de Souza, o “Betinho". O governo FHC, com o Plano Real, em seu primeiro mandato (1994-98), também se eximiu do combate mais ostensivo à fome.

No segundo mandato, com as gritantes perdas sociais vindas com o neoliberalismo, o governo do PSDB cria o programa Comunidade Solidária, que poucos efeitos produziu.

Com Lula, portanto, o Estado assume uma postura clara e direta de combater a fome, sem esperar pelo mercado. A diretriz do Fome Zero é introduzir na lógica de reprodução da economia recursos e parâmetros que permitam ao país crescer combatendo a pobreza, sem esperar que o crescimento faça justiça por geração espontânea.

Ação

Por sua própria abrangência, essa é uma luta de longo prazo, mas que será alicerçada nos próximos quatro anos. O governo espera, já em 2003, ter 3 milhões de famílias incorporadas ao conjunto de políticas previstas no programa. O Fundo de Combate à Fome e Erradicação da Pobreza tem orçamento em 2003 de R$ 5 bilhões, divididos em vários programas. Está previsto, para o Cartão-Alimentação, um montante de R$ 1,8 bilhão em 2003 (R$ 50 por família), a serem distribuídos, a partir de agosto, em 1.000 municípios. No Ceará, 80 a 100 municípios serão incluídos. Serão criados os Conselhos Estaduais e Municipais de Segurança Alimentar, que deverão ser responsáveis pelo gerenciamento dos recursos, que serão pagos pelas agências da CEF, agências lotéricas ou dos Correios.

A criação do Ministério Extraordinário da Segurança Alimentar e Combate à Fome (MESA) reflete a disposição de atingir esse objetivo com iniciativas distribuídas em três eixos: o emergencial que inclui ações redistributivas imediatas destinadas a segmentos e regiões mergulhados em fome aguda; o mutirão cívico, voltado para fomentar restabelecimento dos laços sociais e a mobilização solidária da sociedade civil; e o estrutural e local, a ser implementado em conjunto com diversos ministérios, governos estaduais, municipais e que abarca desde a reforma agrária, apoio à agricultura familiar, construção de cisternas e açudes, combate ao analfabetismo, reforma de moradias, bancos de alimentos e restaurantes populares, entre outras políticas. 1. políticas estruturais voltadas para as causas profundas da fome e da pobreza;


segunda-feira, 25 de maio de 2015

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE NO BRASIL


Durante todo período colonial,primeiro e segundo império não tiveram uma instituição pública que atendesse a chamada “infância desvalida”.Nos quatro primeiros séculos da história,do pais,enfrentou a “ questão do menor”.Um presidente da Velha República disse: “o problema social é um caso de policia
O Código de Menores foi implantado no Brasil em 1927, ainda na época da República Velha. Em 1979 entrou em vigor o Código de Menores reformado pelo juiz carioca Alírio Cavaliere. Neste ano, se comemorava o Ano Internacional da Criança, instituído pela Organização das Nações Unidas ONU e pela Fundo das Nações Unidas para a Infância UNICEF. O Código de Menores tinha uma visão essencialmente assistencialista e repressora.O menor era visto como uma ameaça social,essa mentalidade resultou na criação do serviço de assistência ao menor,um estabelecimento chamado de “sucursal do inferno”e “escola do crime”. O regime militar,em 1964,é que vai intervir nessa realidade com a intenção de revertê-la.Em dezembro de 1964 é publicada a lei 4.513,contendo as diretrizes e as bases para a “politica Nacional do Bem-Estar do Menor”.É criado a Fundação do Bem Estar do Menor.O enfoque correcional-repressivo é substituído pelo enfoque assistencialista.O menor torna-se então carente.Entretanto,a Funabem,ao ser criado,não mudou a mentalidade da maior da queles que alí foram trabalhar.Isto fez com que,na prática,o modelo antigo foce adotado.
. De 1982 para cá surgiu uma nova maneira de ver o problema das crianças e adolescentes em situação de risco.Surge entre educadores e trabalhadores sociais da área um movimento de educação progressiva.Uma pergunta,então colocou-se: o que fazer para superar a sistemática degradação pessoal e social da criança e do adolescente? A resposta não é simples,não é fácil reverter uma realidade em pouco tempo. È preciso implodir a politica do Bem-Estar do Menor e reconstruí-la.Isto exige muito das pessoas que se propunham a tal empreendimento.Para isso é preciso uma união de forças entre o governo,as instituições e a sociedade, cujo o principal objetivo é assegurar uma infância feliz com condições de gozar os direitos e liberdades nela enumeradas.
Em outubro de 1986 foi realizada em Brasília o “Encontro Nacional,Criança e constituinte”, quando a visão do problema da juventude passou de local a nacional,as medidas,defendidas no plenário,foram aprovadas.O resultado deste encontro foi assegurado no artigo 227 da constituição Brasileira de 88 e na Convenção Internacional dos Direitos da Criança,aprovado em 1990.Na época,com apoio da bancadas do governo e da oposição,foi criada o Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA,lei 8.069 de 13 de junho de 1990:o presidente Collor de melo sanciona a lei que passa a vigorar em 12 de outubro desse mesmo ano.O ECA ,que garante o direito constitucional de mais da metade da população brasileira,representa uma verdadeira revolução social.


Osvaldo Teles

Problema social

A música problema social retrata a realidade de muitas crianças Brasileiras que tem de trabalhar muito cedo para ajudar na sobrevivência familiar.A canção traz a história de um homem que assume ser um problema social para a sociedade,essa mesma que excludente e elimina as oportunidade para as crianças pobre porém pede respeito,pois isso não é culpa dele e sim do sistema,a história deste homem é semelhante a de muitos Brasileiros que nasceu e cresceu em família pobre e não teve oportunidade de estudar e muitas vezes teve que roubar para não passar fome e hoje chora o destino triste que teve,as pessoas que tem uma história semelhantes a esta,são humilhados e desprezados pela sociedade que não entende que ninguém é pobre ou abandonado porque quer,ninguém é um problema social por opção.
Ouvindo a música passamos a entender que infelizmente é real,um mundo cão,onde poucos tem e muitos tem pouco.O nosso pais tem um grande divida muito grande com o nosso povo, o governo nunca se preocupou com os menos favorecidos e nunca tivemos uma educação de qualidade,a música deixa claro que a desigualdade social é proveniente do antagonismo capital x trabalho.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Max Weber


As transformações sociais e econômicas do século XVII e XVIII vivenciadas em todo o continente europeu influenciaram as preocupações intelectuais de Max Weber. A Alemanha teve o desenvolvimento capitalista e intelectual diferente do restante da Europa, enquanto França e Itália vivenciavam as revoluções burguesas republicanas e industriais a Alemanha permanecia monárquica e agrária.
As sociedades modernas eram formadas a partir de uma profunda diversidade social, o restante do continente europeu em suas teorias políticas, econômicas e sociais buscava a universalidade através dos nacionalismos, do positivismo em relação ao progresso técnico e científico proporcionado pelo sistema capitalista industrial. Já os alemães apresentavam um amplo interesse pela História particular de cada povo e pela diversidade. O pensamento alemão pode ser sintetizado na associação entre História, esforço interpretativo e facilidade em discernir diversidades.
Nesse sentido, a sociedade é analisada sob uma perspectiva histórica e nesse ponto apresentam-se as divergências entre Max Weber e Émile Durkheim, isto é, entre Positivismo e idealismo, cuja principal diferença está em como cada um encara a História.
O Positivismo possui a idéia de lei geral e História universal – excluí as particularidades de cada povo e delimita um território formando um Estado-Nação – e compara uma formação social com outra: Para eles, a História é um processo universal de evolução da sociedade, ou seja, todos os povos de todos os continentes possuem uma História única, linear, apenas em estágios diferentes percebidos pelo método comparativo.
Os Idealistas, por sua vez, corrente filosófica de Max Weber, defendem a pesquisa histórica, baseada na coleta de documentos e no esforço interpretativo das fontes. As diferenças sociais em cada território ou de uma nação para outra, apresentam-se como de gênese (origem) e formação, portanto de História, não de estágios de evolução. A perspectiva respeita o caráter particular e específico de cada formação social e histórica.
Max Weber combina a perspectiva histórica de respeito às particularidades e à Sociologia que ressalta os elementos mais gerais de cada fase do processo. Para ele, a sucessão de fatos não faz sentido por si só, os dados são esparsos e fragmentados.
Propõe então o Método Compreensivo que é o esforço interpretativo do passado e sua repercussão no momento presente. Assim, o conhecimento histórico é formado a partir da busca de evidências, onde o método permite ao cientista dar sentido social e histórico aos fatos separados, fragmentados.
1. Um pouco de biografia
Max Weber nasceu em Erfurt cidade da Alemanha em 21 de Abril de 1864 e pertenceu a uma família de classe média com bastante influência política e econômica. Sua mãe, Helene Fallenstein Weber, mulher culta e liberal, de credo protestante, tornou-se uma marcante personagem na vida do filho, pois até 1919 trocavam cartas com grande erudição muito frequentemente. Foi também na casa dos pais que Max Weber conheceu importantes pensadores do século XIX que frequentavam as reuniões promovidas por eles.
Até os dezessete estudou de forma relapsa, sem grandes esforços, mas era reconhecido como possuidor de um talento excepcional. Mesmo depois que entrou para a universidade de Direito, Weber passava boa parte do tempo a embriagar-se em círculos de fraternidades. Estudou matérias culturais como História, Economia e Filosofia. Interrompeu a faculdade para ingressar no serviço militar, onde pesou o esforço físico e a ausência da atividade intelectual. Passou um ano fazendo serviço militar e retornou à universidade.
Ao concluir o curso, foi trabalhar nos tribunais de Berlim, depois reingressou na universidade para os cursos de Direito Comercial, Alemão e Romano, onde defendeu sua tese de doutorado.
Casou-se com Marianne Schnitger, sua prima, em 1893 e passou a trabalhar como professor em Berlim e exercia uma série de trabalhos relacionados ao Direito. Nos anos seguintes foi aceito à cátedra[2] de Economia na universidade de Friburgo, depois em Heidelberg, onde conviveu com seus ex-professores e onde criou um círculo de amizade bastante fértil intelectualmente.
A partir de 1887 Max Weber começou a apresentar um quadro patológico de doença mental, passando por diversas internações em centros de reabilitação e a realizar viagens em busca de repouso e tratamento. Em uma de suas viagens, publica parte de sua obra sobre A ética protestante e o espírito do Capitalismo. Foi na viagem para os Estados Unidos da América que passou a se interessar sobre a questão do trabalho, da imigração e de administração pública.
Ao retornar para seus trabalhos na Alemanha, concluiu a segunda parte de A ética protestante e o espírito do capitalismo e em seguida, com a Revolução Russa, acompanhou os acontecimentos pela imprensa russa e os analisava para situá-los na história cotidiana. Tal atividade lhe rendeu a publicação de diversos ensaios sobre a Rússia e o conhecimento autodidata da língua.
Em 1903 Weber funda com Werner Sombart a revista Archiv für Sozialwissenschaft und Sozislpolitik e em 1908 ajuda a organizar a Associação Alemã de Sociologia, onde estimulou pesquisas coletivas sobre associações voluntárias, ligas atléticas, seitas religiosas e partidos políticos. Propôs estudos sobre a imprensa e sobre psicologia industrial.
Com a Primeira Guerra Mundial, aos cinqüenta anos, tornou-se oficial da reserva comissionado como administrador de nove hospitais em Heidelberg. De onde vivenciou um conceito central em sua Sociologia: a burocracia.
Em 1918 Max Weber deixa suas convicções monarquistas e torna-se um republicano, por acreditar que esse regime seja mais racional. Recebeu convite de várias universidades nacionais e estrangeiras, aceitando ficar, em 1919 em Munique. Nesse mesmo ano adoeceu, sendo diagnosticado com uma pneumonia aguda levando-o à morte em Junho de 1920.
Suas principais obras:
Do curso da História Alemã (1877)
A História agrária romana e seu significado para o Direito Público e Privado (1889)
História das instituições agrárias (1891)
As tendências na evolução da situação dos trabalhadores rurais na Alemanha Oriental (1894)
As causas sociais da decadência da civilização antiga (1895)
A ética protestante e o espírito do capitalismo (1904, 1905, 1906-1908)
As relações de produção na agricultura do mundo antigo (1909)
Economia e Sociedade (1910-1914)
Ensaio acerca de algumas categorias da Sociologia compreensiva (1912)
A ética econômica das religiões universais (1914)
A política como vocação (1918)
A ciência como vocação (1918)
Ensaio sobre o sentido da neutralidade axiológica nas Ciências Sociológicas e Econômicas (1918)
2. Principais Conceitos Weberianos
2.1 Ação Social: uma ação com sentido
Por Ação Social entende-se a conduta humana (ato, omissão, permissão) dotada de sentido, ou seja, de uma justificativa elaborada subjetivamente, isto é, um significado subjetivo dado de forma racional ou irracional por quem o executa, o qual orienta seu próprio comportamento, tendo em vista a ação – passada, presente ou futura – de outro ou outros.
O indivíduo é o agente social que dá sentido à sua ação, o sentido é compreendido através da análise do MOTIVO que leva a pessoa à ação, mas seus efeitos muitas vezes escapam ao controle e previsão do agente. É pelo motivo que se desvenda o sentido da ação e a motivação é formulada expressamente pelo agente ou está implícito em sua conduta.
O motivo da ação pode ser de três tipos:
I. Dado pela tradição
II. Dado por interesses racionais
III. Dado pela emotividade
Então, tem sentido social toda ação que leva em conta a resposta ou a reação de outros indivíduos e é a interdependência entre os sentidos das diversas ações que dá o caráter social da ação. A tarefa do cientista é descobrir os possíveis sentidos das ações em todas as suas consequências.
Ex.: Enviar uma carta – ato composto de uma série de ações sociais com sentido
Escrever, selar, enviar e receber – ações com uma finalidade objetiva;
Atores , agentes se relacionam nessa ação com orientação de motivos diversos: enviar a carta, ser o atendente no posto dos correios, o carteiro, o destinatário.
Essa interdependência entre os diversos motivos que torna a ação social.
O sentido da ação é produzido pelo indivíduo através dos valores sociais que ele compartilha e do motivo que emprega. Prever todas as conseqüências da ação escapa ao indivíduo e é papel do cientista, a quem cabe explicar, isto é, captar e interpretar as conexões de sentido inclusas numa ação.
A conexão entre motivo e ações sociais revela as diversas instâncias da ação social: política, econômica ou religiosa.
As ações variam em grau de racionalidade: à medida que se afastam dos costumes e afetos elas são mais racionais.
Max Weber elaborou um quadro de tipos “puros” de ação social:
I. Ação racional com relação a fins;
II. Ação racional com relação a valores;
III. Ação tradicional;
IV. Ação afetiva.
Ação racional com relação a fins: Para atingir um objetivo previamente definido, lança-se mão de meios necessários ou adequados, ambos combinados e avaliados tão claramente quanto possível de seu próprio ponto de vista. É uma ação evidente, chegar ao objetivo pretendido recorrendo aos meios disponíveis.
Erros e afetos desviam o curso da racionalidade.
Ação racional com relação a valores: Ação que visa um objetivo, mas agindo de acordo com ou a serviço de suas próprias convicções, levando em conta somente a fidelidade a certos valores que inspiram sua conduta. O sentido da ação não está no resultado ou nas conseqüências, mas na própria conduta.
Ação irracional afetiva: A ação é inspirada em suas emoções imediatas sem considerar os meios ou os fins a atingir.
A ação afetiva deve ser diferenciada da ação com relação a valores, para evitar confusões, pois a primeira não se preocupa com os fins a serem alcançados, muito menos com os meios utilizados para se chegar a qualquer fim, ela tem uma razão em si mesma. Já em relação aos valores, o agente da ação elabora racionalmente e conscientemente onde e como chegar aonde se quer.
Ação tradicional: baseia-se nos hábitos e costumes.
Determinadas ações sociais se manifestam com mais freqüência que outras o quê permite ao cientista perceber tendências gerais que levam os indivíduos, em dada sociedade, a agir de determinado modo.
Interpretar a ação social é observar suas regularidades expressas nos usos, costumes e situações de interesse.
2.2 Relação Social
Ação é diferente de relação social, pois nesta o sentido precisa ser compartilhado. Um exemplo: pedir informação – o indivíduo faz uma ação social, pois tem um motivo e age em relação a outro, mas o motivo não é compartilhado.
Um exemplo de relação social: Sala de aula – estabelece uma relação social onde o objetivo é compartilhado por todos os envolvidos.
Relação social é então uma ação social cujo sentido é compartilhado pelas pessoas envolvidas na ação. É a conduta de várias pessoas orientada, dotada de conteúdos significativos, que descansam na probabilidade de que se agirá socialmente de certo modo.
Ao envolver-se em uma relação, tem-se por referência certas expectativas da conduta do(s) outro(s). As Relações sociais estão inseridas em e reguladas por expectativas recíprocas quanto ao seu significado, são ações que incluam uma mútua referência.
Weber chega à conclusão de que não existe oposição entre indivíduo e sociedade, pois quanto mais racional uma relação mais facilmente ela se traduz em normas e uma norma para se tornar concreta, primeiro se manifesta nos indivíduos como motivação.
2.3 O Tipo Ideal
Max Weber é um estudioso do próprio processo de pesquisa social, ele observa que ao se estudar um determinado fenômeno, o objeto de estudo, aborda-se apenas um fragmento finito da realidade. O cientista deve compreender uma individualidade sociocultural formada de componentes historicamente agrupados, nem sempre quantificáveis, a partir da análise histórica para explicar o presente e então partir deste para avaliar as perspectivas futuras.
O que dará a validez científica a uma pesquisa é o método e os conceitos que o estudioso utiliza. Assim, é o instrumento que orienta o cientista social em sua busca de conexões causais, no caso de Weber, o tipo ideal.
O tipo ideal é um trabalho teórico indutivo com o objetivo de sintetizar o que é essencial na diversidade social. Permite conceituar fenômenos e formações sociais e identificar e comparar na realidade observada suas manifestações. Os diversos exemplos mantém com o tipo ideal grande semelhança e afinidade. Ele permite comparações e a percepção de semelhanças e diferenças.
Ele é então um instrumento de análise, um modelo acentuado do que é característico ou fundante no estudo. É uma construção teórica abstrata utilizada pelo cientista ao longo do seu processo de pesquisa. Três características definem os limites e as possibilidades do tipo ideal:
Racionalidade: escolha de características do objeto relacionadas de modo racional;
Unilateralidade: a escolha racional acentua unilateralmente os traços considerados mais relevantes;
Caráter utópico: não é, nem pretende ser, um reflexo ou repetição da realidade.
O tipo ideal é a construção de um modelo para permitir a comparação entre o este e a realidade empírica, observável.
3. A tarefa do cientista
O cientista, como todo indivíduo em ação, age guiado por seus motivos, sua cultura e suas tradições. Isto indica que o cientista parte de sua subjetividade para realizar uma pesquisa social. Como então conciliar a parcialidade, necessária à pesquisa, e a subjetividade?
As preocupações do cientista orientam a seleção e a relação entre os elementos da realidade a ser analisada. Ao iniciar o estudo vem a busca da objetividade, a neutralidade é buscada para dificultar a defesa das crenças e das idéias pessoais e assim poder analisar o objeto de estudo a partir dos nexos causais que ele apresenta e não daquilo que o estudioso queira encontrar.
Cabe ao cientista compreender, buscar os nexos causais que dêem o sentido da ação social, isto é, compreender que os acontecimentos começam nos indivíduos. Ao fazer isso, o pesquisador contribui para o conhecimento não do todo social, mas de uma parte dele, pois uma teoria é sempre uma explicação parcial da realidade. Assim, um acontecimento pode ter diversas causas: econômicas, políticas, religiosas e cada uma compõe um conjunto de aspectos da realidade que se manifesta nos atos dos indivíduos.
O que garante a cientificidade de uma explicação é o método de reflexão e os conceitos escolhidos para guiar a pesquisa, não a objetividade pura dos fatos. Sendo assim, a análise social envolve sempre qualidade, interpretação, subjetividade e compreensão.
4. A ética protestante e o espírito do capitalismo
Esse é o título de uma das principais obras de Max Weber, talvez tenha sido aquela que mais que trouxe fama e prestígio. Nela o autor buscava compreender a relação entre o protestantismo e um comportamento típico do capitalismo.
Weber foi motivado pela análise de dados estatísticos que evidenciaram a grande participação de protestantes entre os homens de negócio, entre os empregados bem-sucedidos e como mão-de-obra qualificada. A partir daí procurou observar a conexão entre a doutrina e a pregação protestante e seus efeitos no comportamento dos indivíduos.
A doutrina e as pregações mostraram a presença de valores protestantes tais como: Disciplina, poupança, austeridade, vocação, dever e propensão ao trabalho. Tais valores formaram a partir da Reforma Protestante no século XVI uma nova mentalidade – ethos – propício ao desenvolvimento do capitalismo.
Nesse trabalho, Max Weber expõe as relações entre religião e sociedade e desvenda particularidades do capitalismo:
A relação não se dá por meios institucionais; mas por intermédio de valores introjetados nos indivíduos e transformados em motivos da ação social.
Motivação protestante: trabalho como dever, como vocação. Não visando o ganho material como o objetivo final.
Como consequência, os trabalhadores protestantes adaptavam com facilidade ao mercado de trabalho, também eles acumulavam capital já que a pregação de uma vida regada e sem usura era predominante. Ao acumularem capital faziam poupança ou criavam seus próprios negócios como reinvestimento produtivo.
A ação individual de cada protestante, com o motivo relacionado a valores vai além de sua intenção: Virtude e vocação; Renúncia aos prazeres materiais. Sofre impacto diretamente no meio social ao contribuir com as bases que promoveram o desenvolvimento capitalista.
Como cientista, Weber procurou estabelecer as conexões entre os motivos e os efeitos da ação no meio social. Percebeu que o Protestantismo possuía afinidade com o racionalismo econômico, enquanto o catolicismo difundia o ascetismo[3] contemplativo, isto é, um conjunto de valores mais para a meditação do que para a ação prática.
Weber procurou fazer a construção do tipo ideal de capitalismo ao estudar as diversas características das atividades econômicas em várias épocas e lugares e chegou ao seguinte resultado:
Capitalismo è organização econômica racional assentada no trabalho livre e orientada para um mercado real, não para a mera especulação ou rapinagem.
Características do sistema capitalista:
separação entre público e privado;
utilização técnica do conhecimento científico – ciência;
direito e administração racionalizados.
Esse e outros trabalhos de Max Weber situam-se na área da Sociologia da Religião e seu esforço intelectual consistiu em observar na esfera religiosa um conjunto de valores que conduziram à racionalização das condutas dos fiéis. Fenômeno fundamental para a transformação das práticas econômicas e para a constituição da estrutura das sociedades modernas.
Weber entende que cada religião constitui uma individualidade histórica, rica e complexa. Por isso seu objetivo era compreender as conseqüências práticas da religiosidade para a conduta social e ao persegui-lo, notou que a religião pode fomentar o racionalismo prático e intensificar a racionalidade metódica, sistemática, do modo exterior de levar a vida.
Esse é um processo que ocorre ao nível da organização da comunidade e traduz-se ao nível das concepções de mundo. De um lado estão os virtuosos, tendo legitimada sua boa sorte. Os menos afortunados são apoiados pela criação do mito da salvação. No cristianismo construiu-se a figura do redentor, salvador, como uma explicação racional para a história da humanidade. A atitude religiosa ascética leva o virtuoso a submeter os impulsos naturais ao modo sistematizado de levar a vida. Mudança na comunidade religiosa que se desdobra num domínio racional do universo.
5. Visão geral de Max Weber
Weber mostrou a fecundidade da análise histórica e da compreensão qualitativa dos processos históricos e sociais e apontou a especificidade das ciências humanas: o homem como um ser diferente das demais espécies e então sujeito a leis de ação e comportamentos próprios.
Defendeu o indeterminismo histórico, isto é, reafirmando a não existência de leis preexistentes que regulem o desenvolvimento da sociedade ou a sucessão de tipos de organização social.
E contribuiu para a consolidação da Sociologia como ciência ao compor o método compreensivo e discutir a relação entre subjetividade e objetividade do trabalho de pesquisa, posicionando-o como um dos clássicos da Sociologia e um de seus mais proeminentes representantes.


Osvaldo Teles

domingo, 17 de maio de 2015

A importância da psicologia social


A psicologia social é de fundamental importância no estudo dos fenômenos ,na abordagem do comportamento humano ,estuda a influência do grupo sobre o indivíduo, tendo como objetivos destacar os traços fundamentais do indivíduos humanos.O homem por ser um animal racional, vive em agrupamentos organizados ,onde a psicologia social procura estudar o comportamento do indivíduo dentro do grupo,é uma ciência que traduz no estudo cientifico manifestações comportamentais oriundas desta interação de uma pessoa com outras pessoas,bem como os processos internos  despertados no indivíduo que resultam dessas manifestações.O homem não viver sozinho,necessita de um meio social,na busca de poder compartilhar sua existência com os demais, movido pela necessidade de buscar o bem comum.A sociabilidade é inerente ao ser humano e garante a perpetuação de sua história.A convivência social permite-lhe compartilhar experiências e vivências passadas e presentes,bem como projetar realizações futuras mediadas pelo uso continuo que faz da linguagem.E para possibilitar uma convivência harmoniosa,resultado da associação permanente entre indivíduos diferentes.O homem estabelece normas de conduta,promulga leis que regulam a vida em sociedade.E a partir deste ponto de vista,percebemos que o homem além de ser um ser social,é um ser político e fruto do meio em que vive.

Contribuição de Max Weber para Serviço Social

Max Weber ajudou-nos a compreender a natureza da sociedade,Weber também considerava que a sociedade era    composta por várias camadas e não apenas duas e que, nesta divisão, havia outros fatores importantes, para além dos materiais.Max Weber foi filósifo negando a filosofia para ele bastava a história para fundamentação da objetividade do pensamento social e que a sociedade moderna eram formadas a partir de uma profunda diversidade social e o seu estudos trabalhos em ação social entende-se a conduta humana a partir podemos compreender  o social.
As suas primeiras obras refletem as inquietações de um historiador jovem que se preocupava com o desenvolvimento e a decadência da vida social tem significado e especificidade as ações sociais dos indivíduos interagindo dão a dinâmica da vida social.  O indivíduo é subordinado pela sociedade condicionado pela consciência coletiva Sociedade é fruto do desenvolvimento histórico e cada qual tem. A tarefa do cientista rejeita a maioria das proposições do positivismo, seu objetivo era descobrir os possíveis sentidos das ações humanas presentes na realidade social que lhe interesse estudar. O cientista deverá estar atento o tempo todo, deixando seus preconceitos e subjetividade, ele mesmo faz parte daquilo que ele está julgando, portanto trata-se de um compromisso ético de

Ação social

A Sociologia tem como objeto a conexão de sentido das ações. Nas Ciências Sociais, por se tratar de intervenção de fenômenos espirituais, a compreensão é diferente do conhecimento das Ciências da Natureza. Nas Ciências Sociais, o conhecimento dos fenômenos deve levar em conta a sua significação cultural. Entretanto, essa significação não pode
ser deduzida de um sistema de conceitos de leis e, também, não pode ser justificada nem
explicada por ele. Em contrapartida, a significação requer a relação dos fenômenos culturais com idéias de valor. No sentido empregado por Weber, a Sociologia deve compreender de maneira interpretativa a ação social, e sua explicação deve levar em conta seu curso e seus efeitos. O autor afirmou que a distinção entre a orientação pelo comportamento alheio e o sentido da ação não pode ser verificado claramente. Entretanto, conceitualmente podiam ser separados para diferenciar o que se trata de um comportamento reativo de uma ação propriamente dita. Apesar de o fato central da Sociologia ser o estudo do curso da ação, esta ciência não se limita apenas a isso.
A Sociologia deve levar em conta a conexão entre os motivos supostos e a orientação real da ação interpretando o seu sentido. Essa interpretação pressupõe o fato de que os indivíduos nem sempre têm um sentido visado concretamente em suas ações. A conexão do sentido das ações só pode ser compreendida na medida em que se pressupõe que ela é resultante do comportamento de um ou vários indivíduos.Weber advertiu que não é qualquer ação que deve ser objeto de estudo da Sociologia. Por isso diferenciou ação de ação social. A ação é definida como um comportamento humano em que os indivíduos se relacionam com um sentido subjetivo. Na ação social a orientação do comportamento do indivíduo leva em conta o comportamento dos outros indivíduos, que podem ser conhecidos ou desconhecidos do indivíduo em questão.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Projeto TCC

1. TEMA
As vantagens da reciclagem do lixo e a contribuição do Serviço Social para o meio ambiente
2. PROBLEMA:
Quais as consequências que o lixo pode trazer para o meio ambiente?
3. HIPÓTESES
a) Pressupõe que a coleta seletiva ajudaria diminuir a quantidade de lixo lançado no meio ambiente.
b) A degradação da qualidade ambiental é proveniente da emissão do lixo sem devido tratamento, logo se faz necessário palestras nas comunidades de conscientização.
c) Implantação de uma disciplina curricular voltada para orientação ambiental nas escolas, poderá diminui a emissão do lixo no meio ambiente.
4. OBJETIVOS
4.1 OBJETIVO GERAL
Compreender o processo de reciclagem e os seus benefícios para o meio ambiente
4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
a) Conhecer projetos voltados para a conscientização da população e das indústrias da importância da coleta seletiva.
b) Analisar as consequências do lixo lançado no meio ambiente sem o devido tratamento.
c) Identificar as doenças provenientes da poluição dos resíduos químicos lançado nos Rios.
5. JUSTIFICATIVA
A escolha deste tema, foi a partir de um estudo de caso sobre uma cooperativa de reciclagem, pude entender a importância da reciclagem para a proteção do meio ambiente e a possibilidade de tirar muitas pessoas da linha da miséria, e por ser um tema de extrema relevância para a sociedade. É a partir da reciclagem que vamos diminui o extrativismo exacerbado dos recursos naturais e diminui a poluição e melhorar a qualidade de vida.
Tendo em vista que o mundo contemporâneo as pessoas produzem toneladas de lixo diariamente, é o lixo doméstico, no trabalho, estamos sempre produzindo lixo e muitas vezes é jogado no meio ambiente sem qualquer tratamento, causando um grande impacto no meio ambiente. Nós seres humanos produzimos mais resíduos que a natureza pode assimilar e utilizamos os recursos naturais sem dar tempo para que sejam restituídos. A sustentabilidade ambiental e ecológica é a manutenção do meio ambiente do planeta Terra, é manter a qualidade de vida, manter o meio ambiente em harmonia com as pessoas. É cuidar para não poluir a água, separar o lixo, evitar desastres ecológicos, como queimadas, desmatamentos. O próprio conceito de sustentabilidade é para longo prazo, significa cuidar de todo o sistema, para que as gerações futuras possam aproveitar. O próprio conceito de sustentabilidade é para longo prazo, significa cuidar de todo o sistema, para que as gerações futuras possa aproveitar de todo ecossistema gerações futuras possam
aproveitar. Durante muito tempo, os brasileiros jogaram no lixo, literalmente, uma montanha de dinheiro, estimada em R$ 8 bilhões por ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Essa conta se refere apenas aos recursos que deixam de ser ganhos com o reaproveitamento dos resíduos no próprio sistema produtivo da empresa ou com a venda de insumos, como plástico, alumínio e vidro, para reciclagem. Além do aspecto financeiro, essa postura ajuda a agravar o quadro de doenças e tragédias que assolam o País. É que aquela inofensiva garrafa PET largada nas ruas de uma cidade como Salvador pode ter um efeito desastroso na vida dos cidadãos, especialmente em dias de chuva. A partir de junho, porém, essa história tem grandes chances de mudar.
Serviço Social e meio ambiente e suas correlações, são temas atuais e de relevância; apresentados de forma a promover reflexões sobre as transformações operadas no domínio do trabalho e suas consequentes repercussões; os desafios postos à sociedade com relação à Sustentabilidade; além de vislumbrar, neste contexto, a participação do Serviço Social, enquanto profissão.Com seu caráter sócio-político, crítico e interventivo, o Serviço Social através do instrumental científico e multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais busca intervir nas questões sociais, nos antagonismos entre a produção assalariada e os meios de produção do capital. Constituindo caminhos para o enfrentamento destas questões e para a viabilização do desenvolvimento sustentável na vida da sociedade contemporânea, promovida por novos hábitos e novas relações sO conjunto de processos sociais em que a ação gerencial de desenvolve através de uma ação negociada entre seus atores, perdendo o caráter burocrático em função da relação direta entre o processo administrativo e a múltipla participação social e políticaociais. Frente à constatação de que o atual modelo de crescimento econômico gerou desequilíbrios, na esfera ambiental e social a nível global, vivenciamos, atualmente, um processo constante de debates entre os políticos e a comunidade científica de todo o mundo sobre alternativas de desenvolvimento. Neste contexto, percebe-se, cada vez mais, como insustentável considerar a dimensão econômica hegemonicamente, uma vez que a mesma apresenta como reflexos.

6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
6.1 O LIXO E SUAS CONSEQUÊNCIAS
Um dos principais problemas são as enchentes causadas pelos lixos que estão nas ruas e entopem bueiros, desde papéis de balas até embalagens e sacolas maiores podem tapar bueiros e as encanações que escoam as águas. Quando isso ocorre ainda mais em cidades grandes, a tendência é haver enchentes, causando destruição e congestionamento por toda a cidade. Um dos principais problemas ambientais da atualidade é a grande produção de lixo, pois esse processo tem como consequência a liberação de gases que promovem o efeito estufa e a poluição das águas subterrâneas e superficiais. Esse fenômeno é uma das consequências do aumento populacional nas cidades, da intensificação do modelo consumista, do uso de produtos descartáveis, além do modismo, pois existe uma “necessidade” de se adquirir objetos mais modernos. O lixo é também um problema socioeconômico, visto que grandes quantias de dinheiro são destinadas à coleta e tratamento do lixo urbano. No aspecto social, vários indivíduos são afetados pela concentração de lixo nas cidades, que causam proliferação de insetos, transmissão de doenças, poluição visual, entupimento de bueiros, entre outros.
O lixo urbano é um grande problema que afeta a qualidade de vida de milhões de pessoas no mundo, desde a produção até o destino final (SOUZA; GUZZO, 2005). Nós, seres humanos, produzimos mais lixo do que a natureza pode absorver, isto traz consequências sérias para o meio ambiente e para saúde de toda papulação.
O lixo industrial e doméstico se enquadra no sentido mais abrangente de poluição, mas, analisado sob diversos aspectos, pode também ser visto como um problema social ou, ao contrário, como uma solução, ou, pelo menos, um paliativo para vários outros problemas. Tudo depende de bem como ele é tratado (SCARLETO, 2000). O lixo industrial produzido por grandes empresas são jogados na meio ambiente sem nem um tratamento causando poluição dos lençóis freáticos e da atmosfera.
O tratamento do lixo doméstico, além de ser uma questão com implicações tecnológicas é antes de tudo uma questão cultural (GRIPPI, 2001). Faz-se necessário orientar a população para uma coleta seletiva para evitar emissão de material poluente no meio ambiente.
A degradação do meio ambiente tem sido alvo da preocupação dos órgãos e instituições, sejam eles governamentais ou não, bem como das comunidades, seus representantes e das pessoas em geral (NANI, 2007). Enquanto os seres humanos não se conscientizarem da necessidade de preservação do meio ambiente e da importância do mesmo para preservação da nossa espécie, vamos continuar poluindo.
São alguns dos muitos indicadores que têm apontado para o crescimento dos problemas ambientais que estão se tornando globais, ameaçando o meio ambiente e, por consequência, a qualidade de vida e a sobrevivência de nossa própria espécie e das demais (BERNA, 2002). O homem é o seu próprio algoz e a cada dia continua destruindo tudo que está ao seu redor, com a desculpa de crescimento econômico: desmatamento e queimadas são feitos para dar lugar a grandes lavouras e a pastos, sem se preocupar com as gerações futuras.
O meio ambiente nos dias atuais esta sofrendo muito com as coisas que vem acontecendo, a poluição do ar e dos rios, o calor que vem aumentado cada dia mais, etc. Mais a pior coisa é que quem destrói o meio ambiente e quem mais precisa dele, o ser humano (LEMOS; GOMES, 2011). O nicho está sendo, a cada dia, agredido sem nenhuma preocupação com os problemas causados pela poluição, que pode trazer doenças seríssimas para saúde humana.
No Brasil, assim como na maioria dos países em desenvolvimento, as administrações públicas não têm tratado os resíduos sólidos urbanos da forma mais avançada em termos de tecnologia, desperdiçando o seu enorme potencial social, material e econômico, desde a ampliação da oferta de trabalho até seu reaproveitamento como matéria-prima e energia (MAHLER, 2012). Cabe aos poderes públicos fiscalizar e dá um fim adequado aos resíduos e aplicar multas pesadas a quem poluir o meu ambiente criando leis especificas para o tratamento dos mesmos.
Nas últimas décadas do século XX, uma preocupação de caráter amplo e geral sobre a r da natureza foi se disseminando em algumas sociedades mais desenvolvidas a princípio no âmbito individual fluindo para organização sociais (MANO; PACHECO; BONELLI, 2010). A preocupação pela preservação do meio é de toda a sociedade organizada.
A racionalidade ambiental depende de um saber ambiental que ultrapassa tanto a racionalidade como a objetividade do conhecimento científico. O saber ambiental procura o que as ciências ignoram (FLORIANI, 2004). O homem tem
conhecer a importância do meio ambiente para a qualidade de vida e a continuidade do planeta terra.
6.2 O QUE É MEIO AMBIENTE
Meio ambiente envolve todas as coisas vivas e não-vivas que ocorrem na Terra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos. O meio ambiente pode ter diversos conceitos, que são identificados por seus componentes. Meio ambiente é um conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural, e incluem toda a vegetação, animais, micro-organismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites. Meio ambiente também compreende recursos e fenômenos físicos como ar, água e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo.(Neves e Tostes,1992)O meio ambiente não é visto apenas como a natureza intocada, um pedaço da Terra onde o ser humano é separado da natureza, mas como qualquer espaço, mesmo onde há a interação com o ser humano, suas modificações ao meio, sua cultura. A espécie humana é mais uma espécie fazendo parte do conjunto das espécies vivas da Terra.
6.3 O Assistente Social vai contribui com o meio ambiente na orientação do indivíduo para a nessicidade da preservação do nosso habitar, mostrando a importância de um desevolvimento sustentavel é fundamental para à manuntenção da vida no planeta terra e existência das gerações futuras, efetivando politicas publica voltada para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentavel. Construindo caminhos para o enfrentamento destas questões e para a viabilização do desenvolvimento sustentável na vida da sociedade contemporânea, promovida por novos hábitos e novas relações sociais. Frente à constatação de que o atual modelo de crescimento econômico gerou desequilíbrios, na esfera ambiental e social a nível global, vivenciamos, atualmente, um processo constante de debates entre os políticos e a comunidade científica de todo o mundo sobre alternativas de desenvolvimento

7. METODOLOGIA
Segundo Gil,(1994) o nome já indica, a pesquisa exploratória permite uma maior familiaridade entre o pesquisador e o tema pesquisado, visto que este ainda é pouco conhecido, pouco explorado. Nesse sentido, caso o problema proposto não apresente aspectos que permitam a visualização dos procedimentos a serem adotados, será necessário que o pesquisador inicie um processo de sondagem, com vistas a aprimorar ideias, descobrir intuições e, posteriormente, construir hipóteses.
Por ser uma pesquisa bastante específica, podemos afirmar que ela assume a forma de um estudo de caso, sempre em consonância com outras fontes que darão base ao assunto abordado, como é o caso da pesquisa bibliográfica e das entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado.
Um exemplo prático de tal modalidade pode estar relacionado ao objetivo de um determinado pesquisador, cuja intenção se manifesta pela busca de uma resposta acerca da queda de um determinado produto no mercado. Assim sendo, de modo a concretizar seu objetivo, o pesquisador terá de aprofundar suas especulações e encontrar as reais causas da ocorrência de tal fenômeno. A técnica usada foi entrevistas, instrumento usado foi coleta de dados e amostragem.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SIGNIFICADOS. Significado de Meio Ambiente: O que é Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.significados.com.br/meio-ambiente/>. Acesso em: 05 nov. 1993.
SCARLATO et al. Do Nicho ao Lixo: Ambiente, sociedade e educação. 1992. 2 ed. São Paulo: Atual, 1992.
SOUZA, Jéssica Filla de; GUZZO, Morgani. O Peso do Lixo. Curitiba: Unicentro, 2005.
GRIPPI, S. Lixo, reciclagem e sua história: guia para as prefeituras brasileiras. Rio de Janeiro: Interciência, 2001.134 p.
NANI, Everton Luiz. Meio Ambiente e Reciclagem: Um Caminho a ser Seguido. Curitiba: Juruá, 2007.
LEMOS, Carlos Fernando; GOMES, Juliana Jéssica. Glossário de Meio Ambiente. Joinville: Clube de Autores, 2011.
MAHLER, Cláudio Fernando. LIXO URBANO: O que você precisa saber sobre o assunto. Rio de Janeiro: Revan, 2012.
MANO, Eloisa Biasotto; PACHECO, Élen Beatriz A. V.; BONELLI, Cláudia Maria Chagas. Meio Ambiente, Poluição e Reciclagem. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2010.
FLORIANI, Dimas. Conhecimento, Meio Ambiente e Globalização. Curitiba: Juruá, 2004.