sexta-feira, 24 de abril de 2015

O Crescimento acentuado da população idosa

INTRODUÇÃO

O Crescimento acentuado da população idosa, que vem ocorrendo articulamente nos países em desenvolvimento como o Brasil, tem promovido mudanças marcantes do perfil demográficos desses países. Tal crescimento é decorrente da queda expressiva das taxas de mortalidades e da drástica redução das taxas de fecundidades verificadas nos últimos vinte anos, principalmente em centros urbanos. Estima-se que atualmente, a população de 60 anos é mais, no Brasil, esteja próxima de dez milhões de habitantes – entre as dez maiores populações de idoso do mundo.
Segundo Netto (2006, p.6), “o envelhecimento populacional traz um número enorme de implicações de ordem econômica, política e social”. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2010 os idosos representam hoje cerca de 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do País.
De acordo com a Lei nacional, o instituto considera idosas as pessoas com 60 anos ou mais, mesmo limite de idade considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os países em desenvolvimento. Mediante a tal números, pode-se dizer que O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida, devido ao avanço no campo da saúde.
Um marco histórico no Cenário da saúde do Brasil foi a Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, que, juntamente com a participação de outros segmentos da sociedade civil organizada, como de profissional da área de saúde, permitiu uma reflexão aprofundada sobre a política Sanitária até então vigente. Sendo que a importante conquista foi ampliar a cobertura da assistência medica a toda população idosa brasileira, houve consenso em relação à necessidade da criação do Sistema Único de Saúde, o SUS, sob o autoridade de um só ministério e tendo como premissa que a saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado. (NETTO, 671)

“Em 4 de janeiro de 1994 foi aprovada a Lei 8.8842, que, pela primeira vez na história jurídico- constitucional do país, estabeleceu uma política Nacional, Estadual, do Distrito Federal e dos Municípios do idoso”. (Netto, 2006, p.671)
Os idosos, têm necessidades médicas e sociais diferenciadas dos outros cidadãos com menor idade, e por isso utilizar de forma mais ativa os serviços e equipamentos de saúde.


1 PROMOÇÃO A SAÚDE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS E INCAPACIDADE: SEUS OBJETIVOS.

No final do sec. XX se formou um novo ramo da medicina para o atendimento ao idoso denominada de Geriatria, que vem como o objetivo principal de proporcionar um envelhecimento saudável.
A temporalidade da vida é indicativa da existência de um relógio biológico geneticamente determinado. Sendo assim, é preciso que haja uma manifestação por parte do setor público um padrão de atenção á saúde da população idosa que atualmente apresenta a necessidade de uma reformulação ao que diz respeito à assistência hospitalar e em muitos casos se faz necessário também a assistência asilar, ambas demonstram sua ineficiência ao tratar da saúde de uma pessoa idosa (NOVAES 2007, P.57)
Os objetivos básicos que devem fundamentar as ações de saúde para idosos são os de procurar mantê-los com o máximo de capacidade funcional e independência física e mental na comunidade e no seio de suas famílias. Para tanto, há de se oferecer alternativas que atendam às diferentes condições biológicas, psicológicas e sociais dos idosos, dentro de modelos assistências que tenham como base a atenção primaria à saúde, valorizando a promoção de saúde e prevenção de doenças e de incapacidades que acometem essas pessoas. (Netto, 2006, P. 678)
Segundo Wikipédia (2012, p.1). “A geriatria ou Medicina geriátrica é a especialidade medica voltada para o tratamento e a prevenção relacionada à incapacidade da pessoa idosa”. O conhecimento interligado dos aspectos clínicos e funcionais, assim como das necessidades médicos sociais, deve nortear os procedimentos de curto, médio e longo prazo de acordo com cada caso. (NETTO, 2006).
Pois, pessoas idosas têm com frequência. dificuldades para realizar exercícios aeróbios, mesmo que suaves como caminhar. Dor articular, fadiga, vertigens, dispneia, falta de equilíbrio podem ser fatores limitantes nestes casos. Considerados os mais adequados não apenas pela possibilidade de realização, mas também pelos seus importantes efeitos, incluindo a promoção de saúde cardiovascular (TAAFFE; GALVÃO; SHARMAN, 2007)
Esse tipo de promoção para idosos se mostra muito eficaz e seguro, mesmo para pessoas muito debilitadas e com muitas dificuldades. Assim, dada a existência de medidas de promoção a saúde no envelhecimento, torna-se indispensável estabelecer e provocar a implantação de ações de saúde para promover e manter o envelhecimento ativo.

2 ATENÇÃO MÉDICO-SOCIAL

Ainda, hoje, as práticas de saúde são de forma predominante focadas na assistência em vez da prevenção. Pois, entre os usuários, é comum que ocorra a procura pelos serviços e ações dos sistemas de saúde seja para a correção de um problema ou para o alívio de algum acometimento, e mais raramente para obter informações Na estrutura de uma rede de atenção médico-social a uma população idosa convém dividir, para maior compreensão, as possíveis intervenções medicas e sociais em programas e serviços (NETTO, 2006)
Conforme Netto (2006, 672), os programas são direcionados a toda comunidade, no que diz respeito aos atendimentos ao indivíduo e a família. Entre esses serviços, pode ser citado, à promoção da saúde da pessoa idosa, que se fundamenta nos princípios da saúde para todos da Organização Mundial de Saúde. Trata-se de um programa multifacetado que visa, o autocuidado, a integração social, atividade física, bons hábitos.
 “Com referência aos Serviços de saúde, o conceito básico que fundamenta sua estruturação é o de que ele deverá ajudar o idoso a viver em sua casa, em sua comunidade, desfrutando boa qualidade de via” (Netto, 2006, p.672

É importante salientar que apesar do esforço e da dedicação dos profissionais para compreender e lidar com as demandas médico-sociais das comunidades atendidas, a política de formação, capacitação e educação permanente de recursos humanos, porem continua sendo uma questão a ser aperfeiçoada (SOUSA E HAMANN, 2009).

3 SERVIÇOS SOCIAIS: SUBSÍDIO ECONÔMICO E AJUDA DOMICILIÁRIA

Atendendo então, às novas exigências, o Serviço Social na prática com o idoso, tem o desafio de conscientizar a população do verdadeiro papel do idoso, garantindo o seu lugar numa sociedade que passa por grandes transformações que estão focadas no avanço tecnológico, pelo qual, patrocinar a relação com a sua saúde e o seu bem-estar de modo geral
Um das formas de serviço sociais aos idosos é a ajuda domiciliária, que por sua eficácia, é considerada como de grande importância no que diz respeito aos pontos de vista econômico e social. Pois, nesse tipo de serviço está incluída assistência nas tarefas domésticas em geral e auxílio nas necessidades de saúde- ida a médicos ou compra de medicamentos, quando necessário.  (NETTO, 674).
Os idosos beneficiários desses serviços são os que vivem sós e apresentam alguma incapacidade, e por isso tem precisão de ajuda para realizar suas necessidade básicas.
“Pode-se afirmar que esse tipo de serviço constitui um dos pilares básicos de qualquer rede de atenção social, sendo ainda mais importante que se requisite outros idosos, em melhores condições de saúde para tais tarefas, proporcionando condições de comunicação e melhor compreensão dos problemas existentes entre esses indivíduos” (Netto, 2006,  P. 674)
Mediante a afirmação acima observa-se que de grande importância que o idoso adquira os conhecimentos necessários de seus direitos, como cidadão, para que ele possa cobrar da sociedade, tendo em vista preservação da sua dignidade no pleno exercício da sua cidadania, com ativa participação das atividades culturais, políticas, sociais e econômicas de acordo com o seus direitos.

4 CASA DE REPOUSO E ASILO

O surgimento de instituições para idosos juntamente com o número de asilos no Brasil vem crescendo a cada dia. As instituições asilares institui a modalidade mais antiga e universal de atenção ao idoso fora do seio familiar, mas têm como inconveniente acarretar ao isolamento e à ociosidade física e mental. Cuidar abrange afeto e disponibilidade emocional e física, como também condições materiais, financeiras e suporte do Estado (FARO, SOUZA, ARAUJO, 2014)
As casas de repouso e os asilos estabelecem alternativas de cuidados para aquelas pessoas idosas que apresentam situações estruturais mais fragilizadas e que são dependentes de auxilio para execução as tarefas básicas da vida cotidiana e que, por múltiplas razoes de ordens médico-sociais, não podem ser mantidas em suas casas. (NETTO, 2006).

“A transferência do próprio lar para um asilo ou casa de repouso é sempre um grande desafio para o idoso, pois se depara com uma transformação muitas vezes radical do seu estilo de vida. Muitos idosos encaram o processo de institucionalização como perda de liberdade, abandono pelos filhos, aproximação da morte, além da ansiedade quanto à condução do tratamento pelos funcionários” (faro, Souza e Araújo, 2014, p. 258)

Em geral, os asilos recebem pacientes debilitados com diferentes enfermidades e sem condições e que vivem sozinhos, devido aos seus familiares não podem garantir os cuidados, necessários na sua residência. Contudo, cabe lembrar que, muitas vezes, as casas de repousos e asilos cumprem a função de abrigo para o idoso excluído da sociedade e da família, abandonado e sem um lar fixo. E assim, torna-se o único ponto de referência para uma vida e um envelhecimento digno.

5 CENTRO DIA

Criados para os idosos que não apresentam incapacidades severas, esses centros garantem apoio sustentando às famílias, já que assumem os cuidados com o idoso por oito a dez horas diárias. As atividades neles desenvolvidas buscam, por meio do desenvolvimento de relações interpessoais entre os próprios idosos, realizar atividades sociais envolvendo jogos, terapia ocupacional, pratica- esportivas, passeios e alimentação (NETTO, 2006).
As atividades do centro dia, além de se constituírem em um poderoso veículo de estimulo e socialização do idoso, utilizam pouco pessoal e têm baixo custo de operação, além de aliviarem a enorme sobrecarga emocional dos familiares. Conforme o AFAI (2012) o fato do Centro Dia do Idoso não estar incluso nas Políticas Públicas, não haver uma regulamentação, não haver uma tipificação do que é este serviço, faz com que as Secretarias de Estado (Saúde, Assistência Social, entre outras) não reconheçam este tipo de equipamento
Ainda para AFAI (2012), as atividades realizadas no Centro-Dia promovem os estímulos as funções cognitivas e comportamentais dos idosos, além de amenizar o acrescentamento da demência e conservação das suas capacidades funcionais. Também estimula a convivência social e auxilia no relacionamento interpessoal, o que faz com o idoso se torne uma pessoa com mais ativa, atenta, comunicativa visando preservar a sua dignidade humana.

6 GRUPO COMUNITÁRIOS

Geralmente, quando um determinado grupo social quer se criar um fato, um evento ou uma situação para que a sociedade preste atenção na realidade do idoso a fim de buscar novas alternativas ou soluções para tornar a inclusão social do idoso um fato real é através de festas, bailes e outras atividades como forma de ressaltar a questão do envelhecimento e dar visibilidade ao segmento idoso, que vem crescendo rapidamente em nosso país e necessita da efetivação de políticas sociais de proteção à pessoa idosa que lhe garantam uma velhice com melhor qualidade.
 De acordo com Netto (2006) Esses Grupos comunitários tem de forma espontânea e ativa a pretensão a saúde física e mental, que agregam várias formas de atividades físicas, recreativas e culturais, artes plásticas, jogos e outras. Conseguir-se como isso auto- suficiência dos integrantes tanto individual quanto grupal.

7 SERVIÇO DE SAÚDE

Na atenção de Saúde aos idosos, o objetivo fundamental, como já foi referido, é evitar a incapacidade e a dependência nas atividades no seu cotidiano. Portanto, deve-se investigar as condições e as enfermidades responsáveis pela perda da sua autonomia.
Para isso ocorrer de forma organizada, os serviços de saúde devem assemelhar-se dos serviços sociais, se adornar de aparelhamento com funções associadas à rede de atenção médica e odontológica por níveis de complexidade crescente, incluindo a atenção primária à saúde na Unidade Básica de Saúde (UBS), o atendimento geriátrico ambulatorial, o atendimento domiciliário, o hospital dia geriátrico e a internação hospitalar com cuidados terciários especializados.
A UBS contando com a equipe interprofissional capacitada em gerontologia será então capaz de realizar um diagnóstico integral que inclua a avaliação psicossocial, médica e funcional. Somente essa praticada da natureza integral e permitirá oferecer à pessoa idosa o correto encaminhamento e a satisfação de suas necessidades de saúde. (Netto, 2006, P. 676).

É importante ressalvar a importância de a UBS está agregada com a comunidade a partir do contato com os familiares dos idosos, os acompanhantes, os cuidadores e as entidades e instituições de sua área de compreensão que encontrar-se presentes no desenvolvimento de ações com idosos. Pois, através de um planejamento conjunto, os recursos existentes em cada região podem ser utilizados em sua integral capacidade.

8 SERVIÇOS HOSPITALARES

Segundo Netto (2006, p.678). “em todo Brasil, os dados de internação e ocupação dos leitos hospitalares mostram que os idosos fazem uso dos recursos oferecidos pela rede hospitalar”. Com isso, é possível notar que sua proporção é relativamente maior se comparados com outros etários.


“O Brasil se mostra entre os dez países do mundo, com maior número de pessoas idosas. Sendo, assim, isso significa a necessidade de evidentes implicações para o setor de saúde. Portanto A estruturação de serviços e de programas de saúde no Brasil tem sido predominantemente orientada para problemas materno-infantis, cujas características são bem diferentes daquelas apresentadas pela população idosa. Os primeiros são geralmente de caráter agudo, de natureza infecciosa e carencial, e com desfechos que frequentemente oscilam entre recuperação (ou cura) e morte. Entre idosos, prevalecem tanto condições crônicas e progressivas com múltiplos fatores determinantes e associadas à incapacidade e perda de autonomia como agudas, com deterioração rápida se não prontamente tratadas” (Coelho Filho, 2000, p.2).
Frente ao envelhecimento da população, é preciso reformular os serviços de saúde, para que possam objetar o cuidado do idoso com intervenções em diferentes níveis de atenção e espaços institucionais, incluindo unidades de internamento, hospital-dia e centros para cuidado prolongado.
Sendo estes compostos de serviços para internamento de casos agudos geriátricos. A forma como se estruturam e se inserem no contexto da instituição hospitalar, e do sistema de saúde como um todo com o objetivo de oferecer uma melhor qualidade da atenção, otimização de recursos e garantia de maior acesso do idoso a recursos de diagnóstico e de tratamento (COELHO FILHO, 2000)
No entanto, de acordo com Netto (2006), é notório que nem todos os idosos vão precisar de internação, principalmente se a rede básica e os cuidados familiares e comunitários forem organizados. Mas deve ficar estabelecido, que quando as suas condições de saúde necessitarem de cuidados hospitalares específicos, a pessoa idosas possa ter o direito à assistência hospitalar adequada, a fim de garantir se os princípios do SUS de universalidade do acesso.

9 HOSPITAL DIA
         
 Os serviços hospitalares devem ter como meta oferecer várias formar de cuidados, inclusive as com menos custos, sendo a implantação de Hospital DIA, uma alternativa com a finalidade de completar a assistência hospitalar na atenção da saúde da pessoa idosa.
Segundo Netto (2006, p.679), “nos países onde a assistência médica, especialmente a geriatria, está devidamente organizada, os hospitais DIA surgiram e adquiriam importância capital por uma série de razões”. Sendo assim, pode- se definir o hospital dia geriátrico como local para tratamento médico, em especial de reabilitação e de manutenção do estado físico, além de investigação médica e cuidados de enfermagem e assistência social.
Em suma, descreve-se o hospital dia como um lugar no qual os pacientes usam uma parte resumida do seu tempo sob um cuidado terapêutico e no final da tarde regressam aos suas lares.
Portanto, essa modalidade de assistência médica deve ter a disposição de fornecer serviços diagnósticos e tratamento para pacientes que não têm recomendação cirúrgica ou necessidade de internação a longo prazo e/ou mesmo pelo curto período de 24 horas. (NETTO, 2006)
Por fim, conforme Netto (2006) é importante destacar e citar a diferença entre os objetivos do centro dia e os do hospital dia para a população idosa. O centro dia é proposto essencialmente para trabalhar os aspectos sociais do envelhecimento, como socialização, passeios e laborterapia, não sendo, portanto, fundamental à atenção médica, pessoal e equipamentos especiais, por sua vez, o hospital dia depende de uma equipe multidisciplinar e de equipe de apoio, principalmente na área de reabilitação.








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